Já está próxima de decisão judicial uma ação civil pública por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) na qual o ex-secretário de Estado de Saúde, Mauri Rodrigues, é acusado de descumprir liminares expedidas pelo Judiciário para assegurar atendimento médico emergencial aos pacientes. A denúncia foi aceita em dezembro de 2014.
No dia 22 de junho deste ano, foram expedidas cartas precatórias para ouvir testemunhas que não residem em Cuiabá e que são ex-servidores públicos comissionados. A punição reivindicada pelo MPE (Ministério Público Estadual) é com base na lei 8.429/92 que pode acarretar em perda dos direitos políticos, pagamento de multa, proibição de contratar com o poder público e outras penalidades.
No período em que permaneceu à frente da saúde de Mato Grosso, Mauri Rodrigues enfrentou polêmicas como atraso na regularização do repasse financeiro aos municípios. Outro episódio que lhe trouxe desgaste foi a descoberta de medicamentos vencidos na Farmácia de Alto Custo que estava sob a responsabilidade do Ipas (Instituto Pernambucano de Assistência Social).
Mauri Rodrigues assumiu a saúde em substituição ao médico Vander Fernandes, apadrinhado do ex-deputado federal Pedro Henry. Ele acabou deixando o cargo para ser substituído pelo médico Jorge Lafetá.