Durante a sua visita a Sinop, o secretário estadual de Segurança, Mauro Zaque, criticou a lei de execuções penais e a forma com que a justiça brasileira trata os seus presidiários. Para Zaque, o preso precisa pagar, financeiramente, pela sua “estadia” nas penitenciárias. “Eles não demonstram o mínimo de arrependimento, o mínimo de preocupação. E sabe por quê? Porque eles sabem que irão presos, vão ser condenados, daqui a pouco vão conseguir uma progressão de pena. Sabem que vão ficar lá dentro do presídio comendo e dormindo as nossas custas e usando o telefone para passar trote e encomendar crimes aqui fora”, declarou o secretário, referindo-se aos membros da quadrilha responsável pela morte do empresário Paulo Terão, na última sexta-feira (12).
Zaque ressaltou a necessidade de reformular a lei de execução penal, tornando obrigatório o trabalho dos detentos para que estes paguem pelo custo que geram ao Estado. “80% do que ele produzirem com seu trabalho volta para o Estado para pagar as suas ‘férias’, ocupar seu tempo com trabalho para que nós possamos resguardar o cidadão de bem. Isso só é possível com a alteração da lei federal”, finalizou o secretário.
Hoje Sinop possui cerca de 780 detentos no presídio Ferrugem. O custo de alimentação por ano passa a casa dos R$ 4,6 milhões. A mais do que a prefeitura de Sinop gasta para fornecer merenda escolar para 9 mil alunos.