A reunião entre os assentados da Gleba Mercedes 5 e os diretores da CES (Companhia Energética Sinop), provocada após ato de protesto dos parceleiros, terminou sem um acordo entre as partes. As respostas que os assentados procuravam da empresa responsável pela construção da usina hidrelétrica foi só uma: “Incra”.
Segundo a assessoria da CES, não há como determinar uma área para o reassentamento ou mesmo um cronograma para o processo, sem a avaliação e a aprovação do Incra. E o órgão está em greve.
Essa era a principal cobrança dos assentados: informações concretas sobre o reassentamento. Segundo os diretores da usina, o processo não teve nenhum andamento por causa da paralisação do órgão.
E a mesma resposta serviu para a segunda demanda dos assentados. Segundo a assessoria, não há como determinar exatamente os procedimentos de indenização porque o Incra precisa decidir primeiro sobre o processo de reassentamento. Só então será possível identificar que fica e quem sai da Gleba para ser indenizado. Cabe ao órgão também intermediar as indenizações, uma vez que os assentados não possuem títulos de propriedade.
O terceiro ponto, sobre a recuperação da malha viária do assentamento, sequer chegou a ser abordado na reunião.