Uma bebê, de 4 meses, morreu nesta terça-feira (26), após ser transferida da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para o Hospital Regional de Colíder, onde há leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal.
A mãe da criança acredita que um erro médico causou a morte da vítima. Segundo ela, a bebê deu entrada na UPA de Sinop na manhã do último domingo (24) com inflamações na garganta, febre e um caroço no pescoço.
“Quando foi as três horas da manhã (domingo) eu entrei em contato com a minha família para me levar até a UPA, passar pelo pediatra e saber o que estava acontecendo com a minha filha. Chegando lá, fomos atendidos pela pediatra e de imediato ela pediu o exame de sangue e deixou claro que ela teria que ficar internada. Porém ninguém internou ela naquela hora”, disse a mãe.
Mais tarde, as 9h a mãe voltou ao hospital com o exame de sangue e o raio X do pulmão. A menina passou pelo médico e segundo ele, o caso dela era grave e precisava ser internada. De acordo com a mãe, ela ficou internada o domingo todo e na madrugada, a bebê chorava o tempo todo.
Na segunda-feira (25), cerca de 8h, um médico teria aplicado morfina na criança por conta da dor. “Fui no banheiro, quando eu voltei a minha filha estava toda roxa, sem ar e então eu comecei gritar dentro daquela UPA. Depois disso, levaram minha filha pra emergência, doutor reanimou ela, colocou no oxigênio e disse que o estado dela tinha piorado muito e que ela precisava de uma UTI”, relatou a mãe.
A criança foi levada para a UTI neonatal de Colíder na tarde da segunda-feira (25), porém segundo a mulher, a criança já teria chegado morta na cidade. Ela alega que houve erro médico e pede por justiça.
Outro lado:
Em nota, o Instituto Social Saúde Resgate à Vida (ISSRV), gestor da UPA, disse que no dia em que a bebê chegou na unidade, ou seja, no domingo, ela estava febril e apresentava massa na região cervical posterior do pescoço.
O Instituto disse que foi então realizada ultrassonografia, que por sua vez apontou sinais de edema, inflamação no tecido adiposo subcutâneo e intermuscular na região cervical esquerda com aumento da quantidade de linfonodos, ou seja septicemia/abcesso cervical. “Ratificamos que a UPA é voltada ao atendimento de baixa complexidade, e não possui UTI infantil.”, diz a nota.
O Instituto confirmou que houve a transferência da bebê para Colíder. “O ISSRV ressalta que todos os procedimentos possíveis foram prontamente adotados para garantir o melhor atendimento à bebê e lamenta o óbito da criança, se solidarizando com a família”, conclui a nota. (Informações Rádio FM 93)