Um dos estudos mais comentados da Asco testou uma ideia simples: avaliar se trocar o tratamento antes que o câncer dê sinais de que está avançando pode fazer diferença. No ensaio clínico SERENA-6, mulheres com câncer de mama metastático do tipo ER+ e HER2 negativo foram acompanhadas com um exame de sangue periódico, chamado biópsia líquida, capaz de identificar mutação no gene ESR1 no material genético (DNA) tumoral circulante. Essa mutação pode indicar resistência ao tratamento hormonal.
“O interessante desse trabalho é que, em vez de esperarem a progressão clínica da doença (que se manifestaria por sintomas ou exames radiológicos alterados), eles acompanharam pacientes seguindo o tratamento tradicional e dosaram no sangue, a cada dois a três meses, a presença da mutação do gene ESR1”, explica Kaliks, que acompanhou o evento em Chicago.