O aumento nas bombas de combustíveis em Mato Grosso já é uma realidade e pode piorar nos próximos meses.
Segundo o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), Nelson Soares Jr., o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros começou a impactar diretamente o bolso do consumidor.
Em alguns postos consultados, a alta já chega a R$ 0,60 por litro em comparação com o mês anterior.
Levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que o preço da gasolina em Cuiabá vem subindo de forma contínua. No fim de junho, o litro custava entre R$ 5,83 e R$ 5,99.
Em julho, os valores variaram de R$ 5,75 a R$ 6,15. Já no início de agosto, o menor preço encontrado foi de R$ 5,99 e o maior, R$ 6,39.
Nelson explica que, apesar de a Petrobras manter o valor praticamente congelado, parte do combustível é importado e sofre influência das cotações internacionais, que estão mais altas do que o preço interno.
O cálculo feito pelas distribuidoras, que mesclam produto nacional e importado, resulta em um valor médio maior, repassado imediatamente aos postos.
A perspectiva, segundo o dirigente, é de agravamento caso os Estados Unidos repitam com o Brasil a política aplicada à Índia, que foi impedida de comprar petróleo russo, considerado mais barato. “Se houver essa restrição, o preço tende a oscilar para cima”, alertou.
Por outro lado, há expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anuncie um aumento na oferta global, o que poderia aliviar os preços. Mesmo assim, Nelson ressalta que o fator determinante continua sendo a política de preços da Petrobras.
“Quando ela se movimenta, o efeito é imediato, para cima ou para baixo”, concluiu.