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Sinop

Suspeita de Leishmaniose não está oficialmente descartada

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Ao contrário do que vem sendo pulverizado na cidade de Sinop, a suspeita de Leishmaniose Visceral – que levou a óbito uma criança de 2 anos no município – ainda não foi oficialmente descartada. De acordo com o secretário de Saúde de Sinop, Manoelito Rodrigues, a suspeita só poderá ser confirmada ou derrubada após o resultado do exame expedido pelo MT Laboratório, que é o departamento competente dentro do Estado de Mato Grosso para determinar as causas das mortes por doenças infectocontagiosas. “Eu vim pessoalmente para Cuiabá trazer a amostra para a análise. Ela foi entregue ontem no laboratório do Estado que tem 7 dias para entregar os resultados. Antes deles ficarem prontos, qualquer informação, oriunda de outros exames e de outros laboratórios é especulativa”, ressaltou o secretário.

Segundo Manoelito, todos os procedimentos oficiais estão sendo tomados respeitando as normas do Ministério da Saúde. Leishmaniose Visceral está no quadro de doenças cujas notificações são compulsórias: cada gestor da saúde tem a obrigação de laudar e informar cada caso ou suspeita registrada. “Só no dia 15 de outubro teremos a resposta oficial”, completou Manoelito.

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O caso

A suspeita de leishmaniose visceral foi levantada após a morte de uma criança de 2 anos, registrada na noite de terça-feira (6). A suspeita foi levantada pelo médico em seu diagnóstico. A paciente estava internada no Hospital Santo Antônio desde o dia 25 de setembro, sendo tratada com suspeita de pneumonia. No dia 1º de outubro a criança começou a ter um inchaço abdominal. Nesse momento o médico solicitou um exame sorológico e iniciou o tratamento para suspeita de leishmaniose. O exame só ficou pronto na segunda-feira, confirmando a suspeita. A criança morreu um dia depois devido ao agravo do quadro da doença. Antes de ser atendida no Hospital Santo Antônio a criança já havia passado por outro hospital da cidade.

A secretaria de saúde de Sinop solicitou um segundo exame sorológico para confirmar ou afastar a suspeita. Enquanto o resultado não chega, agentes da divisão de epidemiologia da cidade começam a instalar armadilhas para captura de mosquitos nas proximidades onde a criança morava. Ela residia com a família no Bairro Nossa Senhora Aparecida, próximo ao cemitério municipal. Também serão feitos exames rápidos em animais domésticos.

Segundo o secretário de saúde de Sinop, Manoelito Rodrigues, um levantamento realizado pela equipe técnica do Estado, no mês de abril, não detectou a presença do mosquito transmissor da doença. A Leishmaniose é uma doença parasitária normalmente encubada por cães (mas também está presente em demais mamíferos), transmitida através da picada de mosquitos flebótomos – também conhecidos como mosquitos-palha.

Esse foi a primeira morte provocada pela doença em Sinop. Difícil de ser diagnosticada e praticamente irreversível após seu estágio avançado, a Leishmaniose Visceral ataca os órgãos que concentram leucócitos: fígado, baço e medula óssea. O período de incubação da doença no ser humano pode durar 2 anos. Sem tratamento, é fatal em 100% dos casos.

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