Skip to content
Cuiabá

Silval determina auditoria em obras da Copa

Política | as
Imagem não disponível

Após uma recente série de problemas com as obras realizadas em Cuiabá e Várzea Grande por causa da Copa do Mundo, principalmente com o Viaduto da Sefaz e o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, o governador Silval Barbosa (PMDB) determinou a contratação de uma empresa especializada em Auditoria Técnica em Engenharia para a verificação de todas as obras em execução.

Além da auditoria especializada, a Auditoria Geral do Estado (AGE) vai acompanhar os trabalhos para depois apresentar um relatório. O Governo afirma que vai acionar judicialmente as empreiteiras para que assumam os custos relativos à inspeção independente.

Leia mais

Conforme a assessoria, somente serão aceitas na auditoria especializada empresas que não tenham participado das licitações ou não estejam executando obras nos dois municípios. Também não será permitida a presença de empresas já envolvidas em vistorias e fiscalizações de empreiteiras, integrantes dos Consórcios responsáveis pelos projetos.

Nesta terça-feira (2), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que sejam feitas medidas urgentes para evitar que o viaduto da Sefaz desmorone, uma vez que a obra “apresenta falhas graves em sua estrutura. O conserto vai demorar cerca de 120 dias. Na noite dessa segunda-feira, após uma chuva na Grande Cuiabá, parte do teto do Aeroporto desabou.

Silval Barbosa cobrou do presidente da Infraero, Gustavo do Vale, providências em relação às obras do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. “O Estado recebeu a delegação do Governo Federal para a realização da licitação das obras, mas o gerenciamento, a fiscalização e os pagamentos são de responsabilidade da Infraero”, enfatizou.

Além da Infraero, o governador chamou à responsabilidade as empresas Engeglobal, Farol Empreendimentos e Multimetal, integrantes do Consórcio Marechal Rondon que responde pelas obras de reforma e ampliação do terminal.

O governador afirmou que não receberá obras que tenham sido executadas fora dos padrões estabelecidos nos projetos e contratos. “Não daremos ‘aceite’ em obras se o parecer apontar falta de qualidade conforme a proposta original”, disse. Ele ainda lembrou que os contratos firmados e a legislação vigente resguardam os direitos do Estado.

Além dessas obras, o Viaduto da UFMT e do Despraiado tiveram problemas. O primeiro precisou teros pilares de sustentação ajustados após ser detectado falhas na execução do projeto. No Despraiado, o morro na região do viaduto desmoronou e até o momento oferece risco à região, enquanto aguarda por obras de contenção.

Foto Flagrante