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Energia

Sema autoriza operação da Usina Hidrelétrica de Sinop

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Sema autoriza operação da Usina Hidrelétrica de Sinop
? Foto: Foto: Assessoria

A UHE Sinop (Usina Hidrelétrica de Sinop), está autorizada a girar as suas turbinas e começar a produção de energia elétrica. A Licença de Operação, solicitada em janeiro de 2018, foi expedida pela Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) – um ano e 8 meses depois. Sob o número LO nº 320138/2019, o documento autorizador foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (22).

Com a obtenção da L.O, o empreendimento energético fecha o seu ciclo. Foram 16 anos decorridos desde o primeiro estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental até o início da geração de energia. A UHE teve sua viabilidade atestada em 2008. No ano seguinte iniciaram as audiências públicas e todos os dimensionamentos dos impactos. Em 2011 o processo estava pronto para o leilão público – o que só ocorreu em 29 de agosto de 2013. Quem venceu o certame e adquiriu a concessão pública foi uma SPE (Sociedade de Propósito Específico), formada pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Électricité de France (EDF) Brasil e Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte).O grupo tem o direito de exploração da UHE Sinop por 35 anos.

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O investimento inicialmente projetado era de R$ 1,8 bilhão. Até o final da obra, o montante injetado deve ultrapassar o orçamento inicial em R$ 1,4 bilhão. Foram 5 anos de obras físicas, barrando o Rio Teles Pires para formar um reservatório com 337 quilômetros quadrados de extensão e um volume superior a 3 bilhões de metros cúbicos de água.

A previsão inicial dos investidores era iniciar a geração de energia em janeiro de 2018. Um atraso no processo de desfio do rio fez o empreendimento perder a janela hídrica em agosto de 2016 – o que retardou o projeto em quase um ano. A UHE Sinop conseguiu contornar o atraso nas obras, praticamente finalizando o projeto em dezembro de 2018. Faltava apenas a licença.

Em janeiro de 2019 a UHE Sinop obteve da Sema a autorização para formar o lago. As comportas foram fechadas e na primeira abertura, uma quantidade grande de detritos foi despejada a jusante da barragem. O ato causou a mortandade de 15 toneladas de peixe. A SEMA aplicou uma multa de R$ 50 milhões pelo incidente.

Os atrasos na obtenção da Licença de Operação forçaram os investidores a colocar a mão no bolso. Para arcar com o adiamento do início da geração – então programada para maio – a UHE Sinop fez uma chamada de capital de R$ 181 milhões. Quando maio chegou – e a Licença de Operação não – uma nova tomada foi feita, dessa vez projetando o início da geração para dezembro de 2019. Os acionistas foram convocados para aportar mais R$ 619 milhões.

Cada dia de atraso na emissão da L.O gerou um prejuízo de R$ 2,1 milhões – conta que agora fica menor, uma vez que a geração, programada para dezembro, ocorrerá a partir de setembro.

 

A usina

Distante 70 quilômetros da cidade de Sinop, com acesso pela BR-163 e estradas vicinais, a Usina Hidrelétrica Sinop construída no rio Teles Pires, tem sua barragem situada nos municípios de Cláudia (margem direita do rio) e Itaúba (margem esquerda). O reservatório formado em abril desse ano abrange os municípios de Cláudia, Itaúba, Ipiranga do Norte, Sinop e Sorriso, em um total de 34 mil hectares de lâmina d’água. Com investimentos de cerca de R$ 3,2 bilhões, a usina tem uma Casa de Força com duas turbinas/geradores com potência instalada de 408 megawatts (MW). A geração de energia elétrica pela UHE Sinop atenderá o consumo de 1,6 milhão de pessoas, equivalente a 50% da população do Estado do Mato Grosso. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), autorizou, em junho desse ano, o início das operações na fase de testes.

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