O Estado de Mato Grosso efetuou nesta sexta-feira (12), o pagamento de serviços e fornecedores do Hospital Regional de Sinop, na ordem de R$ 4,8 milhões. O valor corresponde aos pagamentos atrasados de serviços prestados entre os meses de fevereiro a maio.
Segundo o secretário de Saúde de Mato Grosso, Marco Neves, a atual gestão do Estado não fará nenhum pagamento sem o devido processo montado e a comprovação do serviço prestado. A postura foi referendada pelo próprio governador Pedro Taques, durante a inauguração da UTI infantil de Sinop. “Nessa administração não pagaremos nem um Real se não tiver comprovação, porque eu cuido do dinheiro público mais do que cuido do meu”, discursou o governador.
A fala remeteu a diversos restos a pagar que o novo governador herdou da gestão passada. No entanto, o cadeado colocado no cofre do Estado também paralisou pagamentos de serviços e produtos adquiridos já nesta gestão. É o caso dos repasses para os fornecedores do Hospital Regional, que no final de maio ficou sem combustível para as ambulâncias por falta de pagamento.
Segundo o secretário de Saúde o atraso deu-se por falhas na montagem dos processos de empenho e por problemas no fluxo interno da secretaria. Neves disse que além das estruturas de saúde pública, o Estado também estava com sua estrutura administrativa sucateada. “Houve problemas na apresentação de documentos e na tramitação dos processos. Estamos organizando toda essa máquina que recebemos de forma precária. Até mesmo os fornecedores não estavam instruídos a apresentar as documentações de forma correta”, explicou o secretário.
Neves garantiu que o problema já foi sanado e que não devem ocorrer mais atrasos nos pagamentos. “Primaremos pela sistematização dos pagamentos para que não haja interrupção nos serviços ou precariedade no atendimento. O Estado não é visto com bons olhos pelos fornecedores, justamente por não manter a periodicidade dos seus pagamentos. Isso precisa mudar”, enalteceu.
Fim da intervenção
Desde setembro de 2014 o Hospital Regional de Sinop está sob intervenção. Com a troca do governo houve a substituição do interventor. O cargo é ocupado desde janeiro por Wanderson Silva.
Segundo o secretário de Saúde, o prazo para o fim da intervenção no Hospital encerra em 10 de outubro, mas ele acredita que o novo modelo de gestão deva ser implantado antes disso.
O modelo de gestão pretendido pelo Estado para o Hospital de Sinop é em consórcio intermunicipal. Neves disse que os 15 prefeitos do pólo de Sinop já anuíram o sistema, comprometendo-se em formar a administração da unidade.
A proposta é formar um conselho regional intergestores que irá conduzir a unidade. Não muito diferente de como operava o Hospital Regional de Sorriso, antes da implantação da gestão por OSS. (Organização Social de Saúde).
O Hospital Regional de Sinop possui uma verba vinculada do Ministério da saúde que garante um repasse mensal de R$ 3,5 milhões para seu custeio.