Neste 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids e início da campanha Dezembro Vermelho, a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) destaca o papel dos municípios no diagnóstico e tratamento do HIV. A instituição reforça que nos municípios existem portas de entrada que facilitam o acolhimento e o encaminhamento para equipes especializadas.
O primeiro passo para quem deseja realizar o teste para detecção do HIV é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) do município. O diagnóstico costuma ser feito por meio da testagem rápida e caso o exame apresente resultado reagente, o próprio profissional que realizou o teste emite o laudo, registra a notificação no Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) e encaminha o usuário ao Serviço de Atenção Especializada (SAE) de referência.
Nos SAE, o paciente passa por exames complementares, como carga viral e contagem de linfócitos, e inicia imediatamente a terapia antirretroviral (TARV), tratamento ofertado de forma integral e gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A rede de atenção funciona de maneira articulada entre UBS e SAE, garantindo acolhimento, sigilo, acompanhamento contínuo e acesso aos medicamentos. A orientação é que qualquer pessoa com vida sexual ativa ou que se considere em situação de risco procure a unidade de saúde mais próxima. Testar é rápido, seguro e o caminho essencial para iniciar o cuidado e interromper a cadeia de transmissão do HIV.
De acordo com a Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), apenas 30 municípios contam com o Serviço de Atenção Especializada (SAE), responsável pelo atendimento integral às pessoas com HIV. Para assegurar a cobertura em todo o estado, essas unidades atendem também a demanda das cidades que ainda não dispõem dessa estrutura.
Cenário epidemiológico em Mato Grosso Conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), entre 2019 e 2025, Mato Grosso diagnosticou 6.456 casos de HIV. Somente em 2024 foram registrados 1.089 casos, resultando em um coeficiente de detecção de 30,1 casos por 100 mil habitantes. Até junho de 2025, 70 novos casos já haviam sido notificados. Na mesma série histórica, o estado registrou 2.469 casos de Aids, sendo que 52% deles (1.291 casos) estão concentrados nos municípios mais populosos: Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Lucas do Rio Verde. O coeficiente de detecção de Aids em 2024 foi de 13,3 casos por 100 mil habitantes.
Tratamento – O tratamento antirretroviral (TARV) é totalmente gratuito e está disponível em 32 Serviços de Atenção Especializada (SAE) distribuídos em Mato Grosso. Confira onde encontrar atendimento:
Referência Estadual CERMAC – Ambulatório de Referência Estadual
Cuiabá e Região Metropolitana Cuiabá – SAE Lixeira (municipal) Cuiabá – SAE CPA II (municipal) Várzea Grande – SAE (municipal)
SAE Regionalizados Rondonópolis Tangará da Serra Diamantino Juína Barra do Garças Sinop Juara Peixoto de Azevedo
SAE Macrorregionais Confresa – atende todos os municípios das regiões de Porto Alegre do Norte e São Félix do Araguaia Cáceres – atende toda a região de Cáceres e Pontes e Lacerda
SAE Municipais Primavera do Leste Itiquira Nova Xavantina Água Boa Canarana Querência Ribeirão Cascalheira Gaúcha do Norte Bom Jesus do Araguaia Sorriso Nova Mutum Lucas do Rio Verde Alta Floresta Guarantã do Norte Colíder Marcelândia Itaúba Nova Canaã do Norte