De janeiro a agosto, quatro travestis foram assassinadas em município de Mato Grosso, segundo levantamento da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT). Os casos, todos com requinte de crueldade, foram registrados em Primavera do Leste, Rondonópolis, Sorriso e Várzea Grande, entre os meses de abril e julho deste ano. No caso mais recente, a travesti conhecida Natália Pimentel, de 22 anos, foi atropelada por um homem depois que a amiga dela negou fazer um programa por R$ 17. Todos os casos estão sendo investigados.
Bianka Gonçalves, de 22 anos, foi assassinada em Primavera do Leste, a 707 km de Sinop, em abril deste ano. Ela estava em ponto de prostituição, perto da feira municipal, quando foi vítima de um assalto e morta. Ele foi atingida por três disparos e teve os documentos pessoais levados.
Já Tábata Brandão, de 30 anos, foi morta com quatro disparos em Rondonópolis, a 691 km de Sinop. Ela foi abordada por um homem uma moto que atirou e fugiu sem levar nada.
Os casos registrados, na opinião de Lilith, são motivados por preconceito. “Os crimes são cometidos com extrema violência. Nunca é um tiro ou uma facada. Sempre são muitos tiros e muitas facadas. No caso da Natália, o homem tinha a intenção de matar”, afirmou.
Segundo Lilith, a associação acompanha todas as investigações dos crimes cometidos contra travestis. O retorno, entretanto, nem sempre chega. “Tentamos nos manter por dentro de tudo, mas em matéria de ação o governo deixa a desejar. Ninguém se manifesta ou nos responde. Quando notamos, as investigações foram encerradas, não existem provas e ninguém é preso”, disse.
Os outros dois casos foram registrados em Sorriso e Várzea Grande. Larissa Valverde, de 24 anos, foi morta no pátio de um supermercado em Sorriso com perfurações nas costas. A suspeita é que ela tenha sido morta com uma chave de fenda.
Natália Pimentel, de 22 anos, foi atropelada por um homem um ponto de prostituição em Várzea Grande. Ela e a amiga estavam no local, quando o suspeito queria contratar a amiga dela por R$ 17. Depois de negar, as duas saíram do local. O homem, então, avançou com o veículo e atropelou Natália. Ela teve morte cerebral decretada depois de ser internada em um hospital.