O Sintep, Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, orientou os servidores públicos que estão em greve, e que tiveram seus pontos cortados a registrar boletim de ocorrência contra o Governo do Estado. A greve teve início em 27 de maio, por tempo indeterminado.
Nesta terça-feira (23), professores estiveram na Delegacia de Polícia Civil de Sinop-MT, para registrar a ocorrência. Segundo eles o Ministério Público está causando transtornos, pois os servidores sofrem pela falta de pagamentos, e danos materiais, “tem gente que está sem água, sem energia, até sem alimentação por conta dos cortes”, relatou um grevista.
O Governo alega que os professores não estão em sala de aula e não estão registrando o ponto, então o Estado teria o direito de fazer o desconto no salário. Porém segundo o Sindicato o corte é ilegal, “Se não tem ação judicial, dizendo que a greve é ilegal ou abusiva, não tem motivo para que o Governador desconte o salário”, explicou uma professora. Segundo ela os professores irão repor os dias de aulas.
“O governo está colocando os trabalhadores em situação de miséria, sendo que não são eles (trabalhadores) que estão irregulares. “Estamos dentro da lei, estamos cobrando que o Governo cumpra aquilo que é lei”, explicou uma professora.
Depois do B.O confeccionado, os grevistas irão encaminhar a justiça, para abrir um processo contra o Governo do Estado.
O Sintep orientou para que ao registrar a ocorrência, os professores levem seus holerites, com extrato bancário para comprovar os cortes e terem, posteriormente, seus salários restituídos corretamente.
Como já informado pelo GC Notícias, os educadores, estão em greve há 58 dias. Ontem (23), eles montaram um acampamento em frente à Assembleia Legislativa de Mato Grosso e permanecerão durante toda a semana, até obterem respostas dos parlamentares.
O acampamento reúne representantes de todo o estado e grupos maiores de trabalhadores da educação de municípios que ficam num raio de aproximadamente 250 quilômetros.