A presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (Ucmmat), vereadora Edileuza Ribeiro (PTC), usou a tribuna do Legislativo de Guarantã do Norte, município a 715 km de Cuiabá, para defender a filha Valéria Oliveira Ribeiro das acusações de que ela teria se beneficiado de um esquema para obtenção ilegal de lotes na região.
Segundo a presidente, as denúncias são infundadas de “gente que não tem o que fazer” e que é alvo de calúnias em razão dos “28 anos de trabalhos prestados”, em referência aos sete mandatos como vereadora. “Fui massacrada por ser mãe da Valéria e presidente da Ucmmat”, diz. “Não me atingiram. Meu passado é limpo”, completa.
Edileuza afirmou que o sítio, de 21 alqueires, foi comprado pela filha e que Valéria provará a probidade da ação, inclusive esclarecendo que já não respondia pela secretaria municipal de Turismo à época. Valéria seria contemplada por meio de influências com o lote 69 do Assentamento PA Padovani, entre Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã destinado à reforma agrária. O irmão dela, Almir Oliveira Ribeiro, assessor do deputado Carlos Bezerra (PMDB), também é investigado de cobrar propina no suposto esquema. “Só joga pedra em quem dá fruto”.
A petecista ainda insinuou “interesses” dos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em prejudicá-la. “É muito doido ver a família da gente passando por momentos que não merece”. Isso porque, apesar da homologação do lote, o cadastro foi barrado pelo superintendente Salvador Soltério de Almeida, por suspeitar da celeridade no processo de concessão da terra, que ocorreu em 24 horas, conforme aponta as investigações.