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Atos contra STF

Presidente da Aprosoja é alvo de operação da PF que investiga Sérgio Reis e deputado

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Presidente da Aprosoja é alvo de operação da PF que investiga Sérgio Reis e deputado
? Foto: Foto: Divulgação

A Polícia Federal cumpriu nesta manhã (20) mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo um na casa do presidente da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja), Antônio Galvan, em Sinop. O objetivo das medidas é apurar o eventual cometimento do crime de incitar a população, por meio das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes.

Os mandados, que foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, estão sendo cumpridos no Distrito Federal (1), além dos estados de Santa Catarina (6), São Paulo (2), Rio de Janeiro (1), Mato Grosso (1), Ceará (1) e Paraná (1).

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Os policiais fazem buscas na casa do cantor Sérgio Reis, que divulgou áudio recente ameaçando o STF. Em Brasília as equipes estão no gabinete do deputado federal Otoni de Paula (PSC).

Sérgio Reis virou alvo do STF depois que divulgou áudio ameaçando a Corte e incitando caminhoneiros a fazerem um cerco em Brasília para “tirar os ministros na marra”. Ele teria dado prazo de 30 dias para a retirada e dito que já tinha apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para utilização das forças armadas.

Em Mato Grosso, o discurso de Sérgio Reis ganhou eco com o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja), Antônio Galvan, que apoiou o discurso do cantor e que é incentivador de um grande movimento contra o STF marcado para 7 de setembro em São Paulo. As falas de Galvan foram interpretadas como sendo da Aprosoja e a foram bastante criticadas por lideranças políticas como o ex-governador Blairo Maggi e pelo deputado federal Neri Geller (PP). O Governador Mauro Mendes (DEM) e ruralistas ligados ao algodão também criticaram Sérgio Reis.

Ao MT Notícias, Galvan confirmou o mandado de busca e apreensão na sua casa em Sinop. Explicou que está em viagem, mas sua filha informou sobre a operação e elogiou a cordialidade dos policiais. “Mandato do Alexandre Moraes. Intimidação pura. Por conta do movimento de 7 de setembro”, afirmou.

A Aprosoja também se manifestou e emitiu nota para dizer que “não possui qualquer ligação com atos que defendam ‘invadir’ ou ‘quebrar’ o STF, não responde institucionalmente pela organização de nenhum movimento e repudia qualquer publicação que vincule a associação a movimentos violentos ou ilegais”.

A entidade negou que seja financiadora do movimento, pois seus recursos são exclusivos para as atividades estatutárias e “tampouco incentiva a invasão do STF ou quaisquer atos de violência contra autoridades, pessoas, órgãos públicos ou privados em qualquer cidade do País”, destacou que “sempre defendeu de forma peremptória o Estado Democrático de Direito e o equilíbrio entre os Poderes da República”.

Também acrescentou que, historicamente, só apoiou movimentos pacíficos e que “não concorda e não apoia manifestações que preguem trancamento de rodovias, ações desordeiras e outras quaisquer que prejudiquem o abastecimento de alimentos, medicamentos e bens essenciais à população, bem como seu direito de ir e vir”.

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