O general Luiz Fernando Estorilho Baganha, da 13ª Brigada de Infantaria Motoriza, foi recebido pela prefeita de Sinop, Rosana Martinelli (PR), nessa terça-feira (14), para discutirem sobre a futura instalação do Batalhão de Infantaria no município.
Durante o encontro a prefeita colocou o município à disposição e reforçou a importância da vinda da corporação para Sinop. “É extremamente positiva a vinda do comando do Exército para Sinop e nós reiteramos a necessidade efetiva da implantação. O município já fez a doação da área e o que nós queremos é a construção e que realmente venha todo o comando para o município de Sinop”, destacou Rosana Martinelli.
Conforme o general Baganha, o Exército tem buscado recursos para a construção do Batalhão em Sinop e a visita teve como objetivo manter um diálogo com o Executivo Municipal.
“A finalidade é fazer essa aproximação e tentar que esse projeto siga adiante. Ainda não há cronograma, estamos em um período de poucos investimentos e reestruturação e isso depende muito da área governamental para que haja o aporte de recursos necessários”, ressaltou o general.
Segundo o general, uma unidade padrão de batalhão custaria até R$ 80 milhões. O planejamento inicial para o Exército em Sinop prevê aproximadamente 300 militares, com uma abrangência de até 35 cidades, até a divisa com o Estado do Pará. A área onde deve ser implantado o batalhão foi doada pelo Município e tem aproximadamente 136 hectares.
Batalhão camuflado
Luiz Fernando Estorilho Baganha é o 4º general do Exército que visita Sinop para falar da implantação do batalhão local. O que os líderes militares não tem dito é que o Exército em Sinop ainda não saiu da prancheta.
Em março de 2014, o Exército Nacional realizou uma solenidade para lançar a pedra fundamental do Batalhão que seria erguido na cidade de Sinop. Somente 4 meses depois, em julho de 2014, o 3º Grupamento de Engenharia, com sede em Campo Grande (MS), contratou a empresa para fazer o projeto do Batalhão de Sinop. A vencedora da licitação foi a F&F Construções e Projetos Ltda-ME, contratada por R$ 1.085.575,96 para fazer todo o projeto de engenharia necessário à implantação da unidade do Exército em Sinop. O prazo para execução era agosto de 2015. Até agora o projeto não foi concluído
Em setembro de 2016 o comando do Exército de Campo Grande prorrogou o prazo e aumentou o valor do contrato em R$ 59,6 mil. A empresa tinha até o dia 21 de novembro de 2016 para entregar o projeto final da unidade do Exército em Sinop, o que não ocorreu.
Na primeira semana de dezembro de 2016, o 3º Grupamento de Engenharia do Exército voltou a publicar um novo aditivo ao contrato, prorrogando o prazo. O Extrato de Termo Aditivo Nº 3/2016 (UASG 160141), estendeu para dia 20 de janeiro de 2017 o prazo para a empresa concluir e entregar o projeto. No mesmo dia, o Grupamento publicou um segundo contrato para elaboração do projeto do Batalhão de Infantaria Mecanizado de Sinop – bem mais modesto que o original – feito a partir da tomada de preço 4/2016. A empresa contratada foi a D Sorares Empreendimentos e Construções (CNPJ: 20051915000133), do Estado de Minas Gerais, especializada em perfurações e sondagens. Na minuta do contrato, o Exército explica que a empresa fará “Serviços de elaboração de estudos e projetos de Engenharia para construção da infraestrutura do Batalhão de Infantaria em Sinop”. O valor do contrato é R$ 92.747,93 e a vigência é entre 18 de novembro de 2016 e 16 de maio de 2017.
No entanto, na primeira semana de fevereiro, o Exército cancelou o contrato para este segundo projeto e adiou o prazo de entrega da F&F para mais 3 meses.
Até a metade de março, o Batalhão do Exército em Sinop, que teve sua pedra fundamental lançada em 2014, continua sendo apenas uma ideia sem projeto.