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Prefeita de Sinop enfrenta os desafios de avançar nas mudanças

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Prefeita de Sinop enfrenta os desafios de avançar nas mudanças
? Foto: Foto: Marcus Mesquita

Rosana Martinelli (PR), está à frente do Poder Executivo de Sinop desde 2016. É a primeira mulher a ocupar o cargo no município que recentemente subiu 41 posições no ranking de melhores cidades para investimentos, segundo a revista Exame. O salto da posição 67ª para a 26ª, deve-se, segundo a prefeita, a uma gestão municipal focada no ajuste das finanças, mas que não abre mão do bem-estar dos seus cidadãos. Em entrevista ao PNB Online, Rosana Martinelli conta como tem buscado atrair investimentos para Sinop, além dos acertos e dificuldades encaradas em sua gestão. 

PNBONLINE – Recentemente, a revista Exame divulgou o ranking das 30 melhores cidades para investir no Brasil. Sinop apareceu na 26ª colocação. Qual a participação da Prefeitura para a entrada de empresas no município?

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Rosana Martinelli – Esse ranking da Exame mostra principalmente a capacidade que Sinop tem de atrair investimento. São vários fatores que contribuem para isso. Uma gestão determinada, responsável, que tem uma diretriz de desenvolvimento. Afinal, ninguém investe em uma cidade que não tem perspectiva. Sinop hoje tem equilíbrio, não tem atrasos. Estamos fazendo várias modificações em código tributário, para facilitar a vinda de empresas para o município, como alvarás com maior rapidez, por exemplo. Estamos liberando alvará no mesmo dia, como incentivo mesmo. Depois a empresa tem mais 90 dias para regularização. Fora isso, temos uma cidade planejada, fora a nossa posição geográfica, que é bem favorável. 

No setor da saúde, Sinop foi massacrada com ações do governo (gestão Pedro Taques), como no caso do Hospital Regional que passou de 115 leitos para 55. Uma situação de calamidade.

Aqui nós fomentamos o tripé da economia. A prestação de serviço é muito forte. Nós atendemos a região toda e temos as principais empresas em nosso município, além de órgãos federais e estaduais, e as principais instituições de ensino superior. Nós fomentamos a indústria, porque estamos trabalhando para atrair empresas para Sinop. Além disso, trabalhamos incentivando a agricultura e a pecuária. Não é somente uma ação isolada. 

PNBONLINE – Com a senhora equilibrou as finanças do município? 

Rosana Martinelli – Nós recebemos o caixa da Prefeitura já equilibrado, na verdade. Procuramos aumentar ainda mais a nossa arrecadação própria, já que como todos os municípios, nós estamos com uma dificuldade com relação a repasses dos Governos Federal e do Estado. Procuramos fazer uma gestão para que receitas próprias do município aumentasse para termos esse equilíbrio financeiros. Todos os nossos fornecedores em dia, RGA nós já pagamos em janeiro antecipadamente. 

PNBONLINE – Como está a parceria administrativa entre a Prefeitura e o Governo Mauro Mendes? Está funcionando?

Rosana Martinelli – O governo estadual atual está mantendo as contas em dia. Mas o governo anterior (gestão Pedro Taques) deixou a desejar, porque o município de Sinop foi extremamente prejudicado. Nós tivemos que fazer ações na justiça que nós ainda não recebemos. Na parte da saúde e da assistência social temos repasses que nunca chegaram. No setor da saúde, Sinop foi massacrada com ações do governo (gestão Pedro Taques), como no caso do Hospital Regional que passou de 115 leitos para 55. Uma situação de calamidade. 

PNBONLINE – Como estão os investimentos na área da saúde? 

Rosana Martinelli – O município continua investindo mais de 30% de seu orçamento. Nós somos um polo, pois recebemos pacientes de inúmeras outras cidades, até do sul do Pará.  O que tem ônus e bônus, afinal as pessoas vêm e fazem investimentos aqui também. 

O município faz a parte dele e continua investindo muito mais. A lei preconiza 15%, mas como eu disse, nós investimos 34%. Foram quase R$ 80 milhões a mais investidos a mais para que suprisse esses atendimentos. Inclusive o município investindo em exames e cirurgias para a população onde seria obrigatoriedade do Estado.    

 PNBONLINE – E na educação? 

Rosana Martinelli – Nós melhoramos os números do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e nos mantemos atentos aos números. Hoje nós temos o Avalia Sinop, que é uma aferição própria com a meta de continuar aumentando esse índice. Nós investimos para atrair as crianças para a escola. Colocamos uma alimentação saudável e equilibrada por nutricionistas, estamos ofertando uma formação continuada para os professores, investimos em reformas nas nossas unidades para que tivesse um ambiente agradável. 

Hoje todas as escolas têm ar condicionado, inclusive nas cozinhas para que as merendeiras tenham qualidade no ambiente de trabalho. Investimos na compra de 22 mil livros, escolhidos pelos professores, para todas as nossas unidades escolares. Aumentamos o número de creches, e colocamos 4600 crianças nesse ambiente em dois anos. Nós recebemos uma demanda reprimida muito forte e regularizamos essa situação. Além disso, para o lazer, compramos 45 parquinhos para que as crianças tivessem prazer de ir para a escola. Fora o kit completo de uniforme e material escolar. 

PNBONLINE – Há programa de investimento em asfalto? Vai atender quantos bairros?

Rosana Martinelli – Devido à boa gestão e das contas estarem equilibradas, o município de Sinop tem alta capacidade de captação de recursos. Nós tivemos um financiamento e captamos esse recurso na ordem de R$ 100 milhões para obras de drenagem e fechamento de valas com ciclovias. Vários bairros serão contemplados e a maioria já está na licitação. Mais de 15 bairros beneficiados. 

 PNBONLINE – Qual é ainda o "calcanhar de Aquiles" da gestão?

Rosana Martinelli – A saúde, por parte do Estado, precisa muito de atenção. Principalmente, nos atendimentos da parte cardíaca, que hoje vai tudo para Cuiabá. Precisamos que o estado contratualize com empresas de nossa cidade. Nosso calcanhar de aquiles é realmente o pagamento de precatórios que tivemos de herança. Fizeram compromisso com os funcionários e não cumpriram. Isso deu origem a processos judiciais que nossa gestão está cumprindo. Primeiro ano nós pagamos aproximadamente R$5 milhões e neste ano já foram R$12 milhões. A previsão para o ano que vem é de R$65 milhões em precatórios para o funcionalismo público. Estamos sempre procurando alternativas para que o caixa seja reforçado, pois o servidor é prioridade em nossa gestão. 

Precisamos combater o preconceito para que mais mulheres entrem na política. Afinal, se queremos direitos iguais, temos que lutar por mais representatividade e por reconhecimento de nossa capacidade.

PNBONLINE – Como a senhora vê os ataques da oposição? São ataques mais virulentos porque exploram a condição de mulher? 

Rosana Martinelli – Eu sei que sou maior que isso. Eu acredito que quem ama Sinop ajuda, cuida e contribui. A oposição faz um trabalho de quanto pior, melhor. E isso não agrega em nada, pois nós queremos que a cidade continue crescendo e desenvolvendo. O fato de eu ser mulher me atribui uma responsabilidade ainda maior com a população de representá-la. A mulher é capaz, competente e polivalente nas suas ações. Muitas vezes algumas pessoas tentam nos desacreditar, por isso eu defendo a bandeira da mulher, principalmente, nas causas sociais e de violência doméstica. Com clareza eu vejo que o desrespeito reflete na política também, precisamos fazer um trabalho de reconhecimento do poder feminino em todos os espaços possíveis. 

 PNBONLINE – Como a senhora vê a condição hoje da mulher na política de Mato Grosso?

Rosana Martinelli – Nós temos que buscar nossos espaços cada vez mais e precisamos ampliar nossos horizontes e ocupar mais espaços. Precisamos combater o preconceito para que mais mulheres entrem na política. Afinal, se queremos direitos iguais, temos que lutar por mais representatividade e por reconhecimento de nossa capacidade. Seja como vereadora, prefeita, deputada. Nós temos atualmente na ALMT, só a deputada Janaína Riva e nos representa muito bem. Que esse número se amplie! 

 PNBONLINE – A senhora já pensa na reeleição? Será candidata? 

Rosana Martinelli – Estou focada na gestão, em terminarmos bem esse ano. Temos muitas metas ainda e nós vamos discutir eleição no próximo ano sim. Esse ano nosso compromisso é realizar nossos planos projetos. Afinal, eu me considero uma tocadora de obras. E atenção especial a todas as secretarias, claro. Esporte, cultura, meio ambiente, etc. Enfim, já muitas coisas para pensar e desafios a superar antes da eleição. 

 PNBONLINE – Como a senhora vê a possibilidade do seu aliado e parte do seu grupo político, o deputado Joarez Costa, ser candidato a prefeito?

Rosana Martinelli – Eu fui vice quando o Juarez Costa foi prefeito e ele me apoiou na minha candidatura. Acho que cada um tem a liberdade de escolha. Eu respeito o posicionamento dele e nós temos um bom relacionamento. Ele é nosso deputado federal representante do norte de Mato Grosso e eu tenho fortes laços com ele. 

 

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