O aumento sequencial no preço dos alimentos em Sinop deu uma trégua no mês de junho. É o que mostra o levantamento realizado pelo departamento de Economia da Unemat, em parceria com a CDL Sinop, que medem a movimentação do custo vida local desde 2013. O relatório divulgado nesta quinta-feira (16), registra uma inflação geral de +0,26% no último mês, com alta em 8 dos 9 grupos de consumo. A única exceção foram os alimentos.
A maior inflação foi medida nos itens que compõem o grupo Habitação, com alta de +0,69%. O grupo Transportes, que consome 22% do orçamento doméstico, teve alta de +0,35%. Saúde (+0,31%), Vestuário (+0,25%), Despesas Pessoais (+0,22%), Artigos de Residência (+0,22%), Comunicação (+0,14%) e Educação (+0,12%), também inflacionaram.
No grupo Alimentos de forma geral – onde estão 112 itens de consumo – o recuo foi um traço de -0,08%, com um impacto praticamente imperceptível. A queda, no entanto, foi mais impactante nos alimentos básicos que compõem a Cesta Básica. Nesse agrupado de 13 alimentos em quantidades necessárias para manter um humano adulto nutrido por 30 dias, a queda foi de -0,51%. Na prática, o preço médio da cesta básica, que era de R$ 927,54 em maio caiu para R$ 922,78 – uma retração inferior a 5 Reais.
Com essa adequação dos preços Sinop deixou de ter a segunda Cesta Básica mais cara entre as avaliadas pelo departamento de Economia. O posto foi para Cuiabá, com um preço médio de R$ 937,93. A Cesta Básica mais cara continua sendo a de São Paulo: R$ 965,47. Nas outras 3 capitais do Centro-Oeste, o valor dos alimentos mais primários é menor: em Campo Grande a cesta custa R$ 846,06, em Goiânia R$ 821,22 e em Brasília R$ 800,85. Comparando, o custo da alimentação básica na capital federal é 13% menor do que em Sinop.