Considerado a prévia da inflação oficial do país, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) registrou alta de 0,64% em março, puxado sobretudo por ‘Alimentação e Bebidas’.
Entre as maiores alta no mês, destaque para os aumentos nos preços do ovo, do café e do mamão. Veja tabela abaixo:
Os bens e serviços monitorados pelo índice são organizados por grupos, subgrupos, itens e subitens. Entre os não alimentos, a gasolina foi o subitem com maior alta em março: encareceu 1,83%.
Já no acumulado de 12 meses, o grande “vilão” da inflação é o café, cujo preço avançou 72,02%. Destaque também para as carnes que subiram acima e 20% e para os chocolates (18,51%). Veja quadro abaixo:
Veja itens com as maiores altas acumuladas em 12 meses
Item
Alta acumulada em 12 meses (%)
Café moído
72,02
Tangerina
46,44
Joia
30,13
Laranja-lima
29,79
Óleo de soja
26,73
Alho
26,37
Acém
26,26
Patinho
23,51
Abacate
22,89
Costela
22,48
Cigarro
22,14
Pá
21,60
Lagarto comum
21,10
Contrafilé
21,09
Filé-mignon
20,87
Carne de porco
20,47
Chã de dentro
20,44
Etanol
19,94
Músculo
19,80
Alcatra
19,44
Mamão
18,61
Chocolate em barra e bombom
18,51
Lagarto redondo
17,89
Peixe-dourada
17,30
Cupim
17,20
Carne de carneiro
16,45
Limão
16,21
Capa de filé
16,13
Peito
15,66
Açaí (emulsão)
15,30
Nos 12 meses até março, o índice passou a subir 5,26%, de 4,96% no mês anterior, marcando a taxa mais elevada desde os 5,36% registrados em março de 2023. Com isso, vai ainda mais além da meta oficial –3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Recentemente, tanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levantaram preocupação com o aumento dos preços do ovo, com a inflação dos alimentos sendo apontada como uma das causas da queda recente de popularidade de Lula.
O centro da meta perseguida pelo Banco Central para 2025 é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Inflação acima da meta
A partir deste ano, a meta começa a ser apurada de forma contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses. O centro continua em 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.
As projeções do banco Central apontam para uma inflação acumulada em 12 meses na faixa de 5,5% e 5,6% nos três primeiros trimestres deste ano, caindo para 5,1% no final do ano, segundo relatório publicado nesta quinta.
A meta contínua de inflação prevê que o BC se explique e apresente um plano de trabalho para a convergência da inflação após seis meses contínuos de rompimento dos limites da meta, o que deve ocorrer em junho deste ano.
Para o BC, ao fim de 2025, a chance de a inflação estourar o teto da meta é de 70%, contra 50% antes. Para 2026, a chance foi estimada em 28%, ante 26%.