A Polícia Civil deve investigar a suspeita de que um aparelho de gravação tenha sido colocado de forma ilegal no gabinete do vereador Fernando Brandão (PR), que enfrenta processo de cassação na Câmara Municipal de Sinop. A advogada e uma assessora do vereador foram à delegacia na tarde dessa segunda-feira (3).
A reportagem tentou falar com Fernando Brandão, mas o celular dele estava desligado. Ele é suspeito de receber “mensalinho” dos funcionários do próprio gabinete.
O delegado Hugo Ângelo de Mendonça, que atendeu o caso, disse que determinou que o gabinete seja isolado e passe por perícia para ver se trata-se mesmo de um gravador. O suposto aparelho de escuta teria sido encontrado embaixo da mesa do vereador, informaram a advogada e uma assessora do vereador.
Nessa segunda-feira (3), o desembargador Luiz Carlos da Costa, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, derrubou a decisão liminar que havia proibido a Câmara de votar o relatório da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar que pede a cassação de Brandão porque ele teria recebido parte dos salários dos funcionários lotados no gabinete dele.
O relatório que pede a cassação deverá ser lido na sessão de sexta-feira, às 8h. Após a leitura, Fernando Brandão terá duas horas para apresentar defesa oral. Na sequência, o texto deverá ser votado pelos vereadores.
O presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, Joacir Testa (PDT), disse acreditar que a cassação será aprovada. Para isso, é necessário que pelo menos 10 dos 15 vereadores votem a favor da perda do mandato. “O relatório foi feito com base nas oitivas, está bem embasado”, disse.