As investigações da Polícia Civil de Mato Grosso resultaram no bloqueio de R$ 29,4 milhões em bens e ativos ligados a grupos e facções criminosas entre os meses de abril e maio. Os dados fazem parte da Operação Renorcrim Recupera, coordenada nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A operação ocorreu entre os dias 13 de abril e 8 de maio em todo o país e teve como foco o enfraquecimento financeiro de organizações criminosas. Em Mato Grosso, os bloqueios atingiram contas bancárias, veículos, dinheiro em espécie e outros patrimônios relacionados às atividades ilícitas.
De acordo com a Senasp, as ações desenvolvidas pelas delegacias e unidades especializadas da Polícia Civil mato-grossense também resultaram em 186 prisões e no cumprimento de 184 mandados de busca e apreensão.
Durante as operações, foram apreendidos 177 quilos de drogas, entre maconha, cocaína, skunk e pasta base, além de 565 unidades de entorpecentes sintéticos. As equipes também recolheram 20 armas de fogo e 238 munições.
Ao longo da operação, a Polícia Civil deflagrou ações em diferentes regiões do Estado, entre elas as operações Coroa Quebrada, Pentágono, Catalunha, Passagem Oculta, Supremo Engano, Safe House, Gerente Fantasma, Magazine, Aposta Perdida, Fracta, Red Line, Continuum e Baca.
As investigações tiveram como alvo crimes como tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro, extorsão, fraudes eletrônicas, jogos de azar e atuação de facções criminosas. Segundo a Polícia Civil, as operações atingiram diretamente os núcleos financeiros dos grupos investigados, com bloqueios milionários, apreensão de veículos de luxo, sequestro de bens e desarticulação de esquemas de lavagem de dinheiro.
Em âmbito nacional, a Operação Renorcrim Recupera provocou prejuízo estimado em R$ 483 milhões às organizações criminosas. As ações integradas também resultaram na prisão de 909 pessoas, apreensão de 110 armas de fogo e recolhimento de 723 quilos de drogas.
A operação reúne unidades especializadas das Polícias Civis de enfrentamento às organizações criminosas e equipes de recuperação de ativos de todo o país. A atuação integrada utiliza inteligência financeira e investigações patrimoniais para identificar e bloquear bens vinculados aos suspeitos.