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Pós-fogo

Plano para recuperar a pecuária no Pantanal destina R$ 439,3 milhões

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Plano para recuperar a pecuária no Pantanal destina R$ 439,3 milhões
? Foto: Foto: Assessoria

O governo do Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec), planeja investir R$ 439,3 milhões até 31 de dezembro de 2021 em um plano emergencial para recuperação da pecuária pantaneira. Cerca de 20% do bioma foi atingido por queimadas neste ano.

Do total, R$ 170,4 milhões serão liberados ainda este ano, por meio de remanejamento dos recursos do fundo de desenvolvimento do Centro-Oeste (FCO) não utilizados pelo setor empresarial. Os valores serão destinados prioritariamente ao financiamento de projetos que visem a recuperação da capacidade produtiva no bioma.

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"Temos um prazo curto, de 35 a 45 dias úteis, para fazer essa aprovação, e pedimos aos pecuaristas que preparem o mais rápido possível a sua carta consulta para que entrem no trâmite de analise e liberação do recurso, cientes de que a partir de janeiro temos um novo orçamento e a coisa muda totalmente de cenário", declarou César Miranda, secretário de desenvolvimento econômico de MT .

Para 2021, a Sedec pleiteia junto ao conselho deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), formado por representantes dos três Estados do Centro-Oeste mais o Distrito Federal, a criação de linhas de crédito específicas para o Pantanal.

Dos R$ 439,5 milhões previstos pelo plano de recuperação elaborado pela Sedec junto a entidades representativas do setor, R$ 300 milhões (68,3%) deverão ser destinados para a reposição de matrizes.

Além dos recursos financeiros, o plano prevê alterações na legislação ambiental para permitir a limpeza de pastagens e substituição das variedades nativas por brachiaria humídicola, aos moldes do que já ocorre no Mato Grosso do Sul.

“O governo do Estado está vendo com bons olhos isso, o secretário César Miranda defende isso, pode acontecer e é muito positivo, porque vai aumentar a produtividade”, afirma o consultor técnico da Acrimat, Amado de Oliveira Filho, que coordenou o grupo de trabalho responsável por elaborar o plano, ao alertar para o abandono da atividade na região.

“Daqui a pouco a economia pantaneira como um todo vai estar comprometida, porque, se continuarem a abandonar fazendas, o turismo também acaba em algumas regiões”, avalia o economista. Segundo dados do Imea, a pecuária responde por 81,7% do Valor Bruto da Produção no bioma.

Diante das dificuldades intrínsecas à criação de gado no Pantanal, com despesas financeiras quase três vezes superiores ao observado para os demais pecuaristas Estado, o plano de recuperação da atividade também prevê uma parceria com o Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC) para a criação de uma denominação de origem da carne pantaneira, considerando que ela possui um “valor agregado que precisa ser remunerado pelos mercados”.

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