Geral|as? Foto:Foto: Ministério da Produção e Trabalho da Arge
A economia da Argentina registrou queda de 5,1% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2023. Com o resultado, o país entrou em recessão técnica, quando a economia de uma nação registra dois trimestres consecutivos em queda. No último trimestre do ano passado o PIB do país apresentou queda de 1,4%.
Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), a maior queda aconteceu na formação bruta de capital fixo, com redução de 23,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Outras quedas notáveis aconteceram nos setores de construção (-19,7%), indústria de transformação (-13,7%) e atividades de intermediação financeira (-13,0%). Na contramão, o setor de agricultura, pecuária, caça e silvicultura teve crescimento de 10,2%.
No ano passado, a Argentina cresceu 0,5% no 1º trimestre, caiu 2,5% no 2º trimestre, voltou a subir 2,2% no 3º trimestre e caiu 1,4% no 4º trimestre.
O cenário econômico negativo do país pesou sobre o consumo privado, que teve queda de 6,7% no 1º trimestre. Entre as razões para a queda estão a desvalorização do câmbio e a aceleração inflacionária (57,3% no período) e a queda do poder aquisitivo dos salários e aposentadorias.
A forte desvalorização do peso argentino provocada pelo governo de Javier Milei teve impacto nas exportações, que cresceram 26,1% nos três primeiros meses do ano. Na direção inversa, as importações tiveram queda de 20,1% no período.