De acordo com a Polícia Federal, o avião bimotor que foi interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) em Goiás no último domingo (25) não decolou da Fazenda Itamarati Norte, do grupo Ammagi, do ministro da Agricultura e senador licenciado Blairo Maggi.
A própria FAB divulgou, no domingo, que a aeronave havia saído da propriedade localizada em Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso. Depois, a Força Aérea divulgou nota dizendo que a informação havia sido fornecida pelo piloto do avião interceptado.
Conforme as investigações realizadas até agora pela Polícia Federal, baseado na análise do GPS, o bimotor saiu de Cuiabá às 4h de domingo e chegou à Bolívia às 6h40. Uma hora depois, ele decolou para Jussara (GO), onde foi interceptado por um caça da Força Aérea.
Apoena Índio do Brasil Siqueira Rocha, que pilotava o avião, disse que mentiu sobre seu plano de voo quando foi questionado pela FAB, e que receberia R$ 90 mil para transportar a cocaína.
O copiloto, Fabiano Júnior da Silva Tomé, afirmou que era o dono do bimotor e que o comprou por R$ 500 mil. Ele disse que ia receber R$ 40 mil para realizar o transporte. Tanto o piloto quanto o copiloto estão presos.
Na segunda-feira, a Amaggi divulgou nota dizendo que não tinha qualquer relação com o avião e que não tinha emitido autorização de pouso para a aeronave, afirmando também que a região da fazenda é “vulnerável à ação de grupos do tráfico internacional de drogas”, já que fica perto da fronteira da Bolívia. “Sobre o caso do avião, é lamentável ter passado por um vexame público desnecessário. Agradeço aos que apoiaram a mim e a Amaggi! Obrigado!”, escreveu Blairo Maggi nas redes sociais.