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Eleições 2026

Pai de vítimas da Chacina de Sorriso anuncia pré-candidatura a deputado federal

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Pai de vítimas da Chacina de Sorriso anuncia pré-candidatura a deputado federal
? Foto: Foto: Reprodução

Regivaldo Batista Cardoso, de 48 anos, pai das vítimas da chamada Chacina de Sorriso, anunciou que é pré-candidato a deputado federal nas eleições deste ano pelo partido Novo. A decisão, segundo ele, foi amadurecida após conversas com amigos e familiares, diante da dificuldade de retomar a rotina de trabalho como caminhoneiro, profissão que exercia quando perdeu a esposa e as três filhas, assassinadas em novembro de 2023, no norte de Mato Grosso.

A confirmação oficial da candidatura deve ocorrer em março, após uma reunião interna da legenda. A informação foi divulgada pelo próprio Regivaldo em entrevista à rádio Cultura FM, na qual afirmou já estar colocado como pré-candidato. “Hoje eu sou pré-candidato a deputado federal pelo partido Novo. Estamos estudando como vai ser feito. Em março deve ter a reunião para definir, mas pré-candidato eu já sou”, declarou.

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A tragédia que marcou a vida de Regivaldo teve grande repercussão em todo o país. Sua esposa, Cleci Calvi Cardoso, de 46 anos, e as filhas Miliani Calvi Cardoso, de 19 anos, M.C.C., de 13, e M.C.C., de 10, foram assassinadas dentro da própria casa por Gilberto Rodrigues dos Anjos, pedreiro que trabalhava em uma obra vizinha. O crime ocorreu entre os dias 24 e 25 de novembro de 2023, enquanto Regivaldo estava fora da cidade a trabalho.

O caso chocou pela brutalidade e resultou na condenação do autor a 225 anos de prisão. Desde então, Regivaldo passou a enfrentar dificuldades emocionais e profissionais, o que, segundo ele, influenciou diretamente sua decisão de ingressar na política.

O pré-candidato afirmou que tem sido alvo de críticas e acusações de que estaria se aproveitando da imagem da família para se projetar politicamente. Ele nega veementemente essa versão. “Não estou me aproveitando. Eu nunca quis isso. O que eu mais queria era ter força para voltar a trabalhar de caminhão, mas eu não tenho mais”, afirmou.

Regivaldo relatou que atualmente faz trabalhos esporádicos, como pequenas viagens para entrega de móveis, e que chegou a atuar no setor administrativo de uma transportadora, mas não conseguiu se adaptar à função. Ele também trabalhou com a senadora suplente Margareth Buzetti (PP), que se inspirou no caso para a criação da Lei 14.994/24, conhecida como pacote antifeminicídio, mas deixou o cargo após a mudança de suplência no Senado.

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