Apesar das manobras para tentar agilizar o processo de implantação dos leitos de UTI pediátrica no Hospital Regional de Sinop, a ordem de serviço ainda não foi emitida. A expectativa era de que o documento fosse despachado ainda nesta sexta-feira (4), o que não ocorreu.
Inicialmente a secretaria de Saúde havia contratado a OGTI (Organização Goiana de Terapia Intensiva), para implantar o serviço. O contrato foi rompido em razão do não cumprimento dos prazos. Um novo termo foi firmado com a empresa MRM65 Serviço de Apoio a Gestão de Saúde, mas acabou suspenso por uma decisão do TCE (Tribunal de Contas do Estado), que conferiu à OGTI a oportunidade de implantar o serviço. Após a MRM65 declarar que estaria apta a operar as UTI’s já no dia 1º de agosto, o conselheiro Antônio Joaquim reviu sua posição, alicerçado no senso de urgência pela estrutura.
Uma semana se passou desde a nova decisão do conselheiro e até o momento a ordem de serviço não foi expedida. Segundo Wellington Santussi, representante da MRM, todos os documentos já foram apresentados para a direção do Hospital Regional, seguindo as exigências estabelecidas em contrato. “O volume [de documentos] é realmente grande. São mais de 100 profissionais que encaminhamos. Carteiras de conselho, ficha de cadastro no CNES, comprovantes de residência e documentos pessoais, além das escalas de serviço devidamente assinadas e carimbadas pelo supervisor de cada área”, pontuou Santussi.
Segundo ele, a equipe médica e multiprofissional está de prontidão. Com relação aos equipamentos, Santussi afirmou que estão com caminhões carregados apenas aguardando a emissão da Ordem de serviço para disparar a montagem.
O que está impedindo a emissão da ordem de serviço é a conhecida burocracia. Conforme o representante da MRM65, a direção do hospital está fazendo uma análise criteriosa dos documentos apresentados para garantir que 100% das exigências estejam atendidas. “Particularmente estamos bem contentes com o nível de profissionalismo da equipe do Hospital e com a preocupação em garantir a segurança exigida na execução do serviço. Certamente essa UTI servirá de modelo de trabalho para todo o Brasil”, afirmou.
O contrato firmado com a MRM65 prevê a implantação de 10 leitos de UTI’s Pediátricas, 15 leitos infantis em Unidades de Cuidados Intermediários e 5 leitos de estabilização no Hospital Regional de Sinop. O contrato tem duração de 12 meses, podendo ser prorrogado por mais 60 meses. O valor foi de R$ 21.275.850,00 – cerca de R$ 1,7 milhão por mês.
Após a emissão da ordem de serviço a empresa tem 10 dias para iniciar a operação.