O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, realizou nesta terça-feira (28) a operação “Mãos a Obra” na Prefeitura de Sinop. A ação apura suspeita de cobrança de propina para liberação de projetos e licenças ligados a obras e construções no município.
Os alvos diretos são dois fiscais de obras da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação. Levantamentos preliminares também haviam apontado servidores ligados ao Núcleo de Projetos e Desenvolvimento Urbano (Prodeurbs) e à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Urbano como parte do esquema investigado.
Equipes do Gaeco cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da prefeitura, no setor de Planejamento Urbano e em endereços residenciais. Segundo a apuração, o esquema funcionava com a cobrança de valores a empresários e engenheiros em troca da agilização de diretrizes urbanísticas, alvarás e licenças ambientais — projetos que não pagavam ficariam parados ou enfrentariam entraves burocráticos sem justificativa técnica.
Os investigados podem responder por corrupção passiva, concussão e organização criminosa.
Em nota, a Prefeitura de Sinop afirmou que a apuração recai sobre a conduta individual dos dois servidores, e não sobre o setor ou a Secretaria como um todo. Segundo o texto, o secretário da pasta acompanhou os agentes durante a diligência, apresentou as instalações e explicou a rotina de trabalho do setor, e nenhum material foi apreendido na secretaria. A administração municipal reforçou o compromisso com a legalidade e a transparência na gestão pública e disse estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.