As maquetes em 3D que ocupam o imaginário do cidadão de Sinop há quase 5 anos agora começam a tomar forma com concrete e aço. O projeto faraônico, orçado em mais de R$ 18 milhões, foi deixado em segundo plano. Ao invés de um “rodoshopping” de 18 mil metros quadrados, a gestão municipal aposta em um projeto funcional, de 5,4 mil metros quadrados, para resolver de uma vez o problema da defasada rodoviária.
Embora a concessão para o novo terminal rodoviário tenha sido feita em 2016, a obra de fato só começou em fevereiro de 2021. Em julho de 2020, a gestão municipal assinou um Termo de Ajustamento com o Grupo JVF – empresa que ganhou a concessão para construir o terminal e o direito de explorar o serviço por 25 anos. O documento estabeleceu a execução por etapas, o que faria viabilidade ao investimento.
Com a proposta adequada ao seu negócio, o Grupo JVF iniciou a construção. A obra é conduzida por uma empresa de Sorriso. Nessa primeira etapa serão implementados o terminal de embarque e desembarque, as estruturas que compõem uma rodoviária – como sanitários e guichês – além de espaços comerciais, para lanchonetes e pequenas lojas. “O projeto completo chegava a incluir um hotel e um amplo espaço comercial que seria difícil de viabilizar. Para tirar essa obra do papel, a gestão dividiu o projeto em etapas e dessa forma conseguiremos ter uma nova rodoviária até setembro desse ano”, comentou o diretor do Prodeurbes, Valdomiro Teodoro dos Anjos.
Até a segunda quinzena de março a empresa já havia avançado com a fundação e os pilares. A previsão é de que na próxima semana sejam instaladas as primeiras tesouras, para a cobertura. A operação do terminal se dará pela Rua das Ipomeias, a primeira via paralelas as perimetrais da BR-163. Já o acesso dos pedestres será, majoritariamente, pela Avenida das Palmeiras, com um ponto de acesso também na Avenida dos Jacarandás. “Dessa forma, o fluxo de ônibus não passará pela Avenida dos Jacarandás ou na rotatória com a Avenida das Palmeiras. O acesso será concentrado na Rua das Ipomeias”, explica o diretor do Prodeurbes. A ressalva tem como pano de fundo a preocupação da comunidade escolar do Colégio Regina Pacis (privado), com os possíveis impactos com a instalação do terminal.
As demais estruturas do novo terminal – previstas na concessão – serão construídas nas etapas seguintes.
Hoje a rodoviária de Sinop funciona em um imóvel privado, antigo, no centro da cidade, com limitações de mobilidade e sem espaço para ampliação.
Veja abaixo as maquetes eletrônicas do projeto da nova rodoviária que está em execução.