O pai da professora Camila Ramos de Souza, de 29 anos, que morreu no último dia 15 por H1N1 alega que os responsáveis pelo atendimento da filha foram negligentes. Osmar de Souza afirma que a filha começou a sentir os sintomas no início do mês e chegou a ser diagnosticada com virose por cinco vezes.
Um exame divulgado nesta quarta-feira (25), no entanto, confirmou a morte pela doença.
“Não acredito que ela tenha morrido por H1N1. Ela dormia com a irmã e uma criança pequena e ninguém apresentou sintomas. Reclamo dessa negligência. Vejo como falta de caráter, humanismo e descaso”, declarou Osmar.
A professora morreu com pneumonia bacteriana, no Hospital Regional de Sorriso, a 85 km de Sinop. Durante o velório dela, o caixão precisou ser lacrado por orientação da equipe médica, para evitar possível contaminação, devido à suspeita de que a paciente estava com o vírus influenza.
Após a morte dela, pais de alunos chegaram a ficar com receio de levar os filhos para as escolas, apesar da Secretaria Municipal de Educação assegurar que não havia necessidade de suspender as aulas e que as orientações a respeito da higiene dentro das unidades foram redobradas.