O motorista pode até querer ser gentil e parar no meio da rotatória para ciclistas e pedestres passarem, mas a manobra está errada. É o que explica a secretária de Trânsito de Sinop, Ivete Mallmann. Segundo ela, a falta de informação de condutores e ciclistas tem gerado transtornos ao longo da Avenida dos Tarumãs, após a reestruturação. A ciclovia, implantada no canteiro central da via, corta ao meio as rotatórias dos cruzamentos com a Avenida das Acácias, Sibipirunas e Jacarandás. Apesar da faixa pintada em vermelho sobre a pista, a preferência é dos condutores de veículos e não dos ciclistas. “A ciclofaixa foi sinalizada com placas e pinturas, instruindo os ciclistas e pedestres a parar nos cruzamentos. Nesse caso a preferência é dos veículos que estão na rotatória. Quem vem pela ciclovia precisa parar e esperar a pista ficar livre”, explicou Ivete.
A obra de reestruturação da Avenida dos Tarumãs removeu os cruzamentos e pontos de retorno ao longo da via, mantendo apenas as intercessões com outras avenidas. Dessa forma, as pequenas rotatórias acabaram concentrando todo o fluxo de veículos. Por isso, nesse ponto, a preferência foi estabelecida em desfavor de ciclistas e pedestres, para não estrangular ainda mais o trânsito.
Mas em breve esses pontos irão receber mais um tipo de “barreira”. Segundo Ivete, serão instaladas faixas elevadas ao longo da Av. dos Tarumãs, um pouco antes das rotatórias. A medida irá reduzir a velocidade da via e, como efeito colateral, adensar mais o trânsito. “Os motoristas terão que se acostumar com o fluxo, buscar rotas alternativas e se adaptar a uma via de trânsito lento”, ressaltou a secretária.
Bonita, mas perigosa
A reestruturação da Avenida dos Tarumãs, em um primeiro momento, teve um efeito colateral negativo no trânsito. Ao longo de 2014 a via registrou 111 acidentes de trânsito. Nos primeiros 6 meses de 2015, já com a via praticamente concluída, foram 78 acidentes – um aumento proporcional de 40% mais acidentes em média por mês.
O ponto mais perigoso é a conexão da Tarumãs com a BR-163, na Rua Colonizador Ênio Pipino. No trecho foram registrados 11 acidentes até junho de 2015. No ano passado foram 6. O fluxo de veículos no local aumentou após a revitalização, que fez da via uma das portas de entrada da cidade.
Outro ponto perigoso é o cruzamento com a Avenida das Acácias. Em 2014 foram 10 acidentes no local. Nos primeiros 6 meses de 2015 já foram computados 9.
Nos cruzamentos da avenida com ruas – que foram fechados após a reestruturação – o número de acidentes foi a zero. A exceção é o cruzamento com a Rua das Primaveras, que teve 2 acidentes.
A orientação da secretaria é para que os condutores fiquem atentos a sinalização e respeitem o limite de velocidade da via, fixado em 40 km/h.