O mercado de trigo nas principais regiões do Sul do Brasil permanece travado, com negociações físicas e contratos futuros em ritmo lento, mesmo num cenário global mais promissor para a safra 2025/26.
O que está freando os negócios?
Oferta limitada: muitos produtores ainda não fecharam contratos destaques TF Agroeconômica, que apontam redução de até 40% na área plantada e queda de 60% nas vendas de sementes – sinal de baixa disponibilidade.
Preços elevados: no Rio Grande do Sul, os moinhos consideram os valores regionais, em torno de R$ 1.330/t, fora de alcance. Destaque para o trigo argentino, cotado abaixo de referências locais .
Demanda fraca: margens apertadas dos moinhos reduziram o ritmo de moagem e geraram acúmulo de estoques.
Câmbio e clima: dólar alto sustenta pressão nos valores domésticos; além disso, incertezas sobre a safra global influenciam o mercado.
Estado por estado
Santa Catarina: mercado dependente da demanda por farinha. Preços entre R$ 1.420–1.430 CIF, com sementes cotadas em torno de R$ 1.500 FOB. Colheita segue lenta, com queda de 20% nas vendas de sementes.
Rio Grande do Sul: oferta reduzida, com preços vendidos entre R$ 1.480 e R$ 1.500 CIF, indicando preferência pelo trigo gaúcho.
Cenário global
Apesar do travamento local, o contexto internacional aponta para uma safra promissora e maior oferta global. No entanto, isso ainda não se refletiu no mercado interno, que exibe cautela e negociações paradas.
mercado de trigo Sul do Brasil, safra de trigo 2025, preços do trigo RS, trigo SC cotação, mercado futuro trigo, oferta de sementes, TF Agroeconômica.