Com 2,4%, Mato Grosso apresentou a segunda menor taxa de desemprego do país, conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) Contínua. Em todo país, houve a queda na taxa de desemprego de 8% no segundo trimestre para 7,7% no terceiro trimestre deste ano.
“A queda no Brasil não foi um processo disseminado nos estados. A maior parte das unidades da Federação mostra tendência de redução na taxa de desocupação, mas apenas três estados registram queda estatisticamente significativa, principalmente por causa da redução da desocupação. E São Paulo tem uma importância dado o contingente do mercado de trabalho, o que influencia bastante a queda em nível nacional”, explica a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.
As menores taxas ficaram com os estados de Rondônia (2,3%), Mato Grosso (2,4%) e Santa Catarina (3,6%). Já as maiores taxas de desemprego foram observadas na Bahia (13,3%), em Pernambuco (13,2%) e no Amapá (12,6%).
Além de São Paulo, apresentaram queda significativa na taxa de desemprego os estados do Maranhão (de 8,8% para 6,7%) e Acre (de 9,3% para 6,2%).
Em 23 unidades da Federação, a taxa manteve-se estatisticamente estável. Apenas em Roraima houve crescimento da taxa de desemprego, ao passar de 5,1% para 7,6%.
Cerca de 78,7% dos empregados do setor privado de Mato Grosso tinham carteira de trabalho assinada, índice acima da média nacional que é de 73,8%. Entre os trabalhadores domésticos, 24,7% tinham carteira de trabalho assinada no país. No mesmo trimestre do ano passado, essa proporção havia sido de 25,3%.