O estado de Mato Grosso acumulou uma dívida de R$ 10 bilhões. O valor inclui salários, fornecedores, financiamentos e 400 obras inacabadas. O cálculo é do economista Vivaldo Lopes, com base nos dados oficiais das Secretarias de Fazenda (SEFAZ) e de Planejamento (SEPLAN), divulgado pelo RD NEWS, nesta segunda-feira (14).
O especialista avalia que as medidas anunciadas pelo governador Mauro Mendes possam garantir o reequilíbrio fiscal nos próximos 4 anos. “Não são suficientes, mas são positivas”.
O governador propôs corte de cargos comissionados, redução de 24 para 15 Secretarias e a extinção de 6 empresas públicas. Mauro ainda tenta a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, que segundo ele, recupera a capacidade de investimento.
Segundo o economista, em 2018 o estado deixou de arrecadar de R$ 4 bilhões em ICMS em razão dos incentivos fiscais concedidos, pelo ex-governador Pedro Taques.
Com as mudanças propostas por Mendes, o governo deve arrecadar $ 250 milhões a mais até 2020. Vivaldo diz que o novo FETHAB (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) deve projetar um salto de R$ 1,5 bilhão, que segundo o economista, um aumento de R$ 3 bilhões na arrecadação deve ocorrer até 2022.