Skip to content
Luco líquido

Lucro da JBS cresceu 15% e chegou a US$ 2 bilhões em 2025

Rural | as
Lucro da JBS cresceu 15% e chegou a US$ 2 bilhões em 2025
? Foto: Foto: JBS/Divulgação

A JBS, uma das maiores fornecedoras de alimentos do mundo, registrou lucro líquido de US$ 415 milhões no quarto trimestre de 2025, incremento de quase 1% na comparação com igual intervalo do ano anterior. No ano, o lucro líquido alcançou US$ 2,024 bilhões, alta de 15% em relação a 2024.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado — pela norma IRFS — foi de US$ 1,715 bilhão no período de outubro a dezembro de 2025, 7% abaixo do contabilizado no mesmo intervalo de 2024. Já a receita líquida cresceu 15% no último trimestre do ano, para US$ 23,063 bilhões.

Leia mais

No ano, o Ebitda ajustado alcançou US$ 6,831 bilhões, queda de 5% em relação a 2024. Já a receita aumentou 12%, para US$ 86,184 bilhões.

“Sabemos o esforço que é para chegar a um faturamento e um crescimento dessa envergadura. Esse crescimento está sendo feito com qualidade, pois estamos entregando um lucro maior e também com ganho de lucro por ação”, disse à reportagem o diretor executivo global da companhia, Gilberto Tomazoni.

A JBS reportou lucro por ação de US$ 1,89 em 2025, que se compara ao lucro de US$ 1,65 por ação em 2024.

Frango

As operações de frango da companhia, que abrangem a Pilgrim’s Pride no Hemisfério Norte e a Seara no Brasil, foram as principais geradoras de lucro da JBS. Juntas, representaram quase 64% do Ebitda ajustado da empresa no ano passado.

No caso da Seara, o Ebitda ajustado caiu 8,1% no quarto trimestre, para US$ 413 milhões, mas cresceu 1% no ano, para US$ 1,553 bilhão. A Pilgrim’s já havia reportado queda de 13,6% no Ebitda ajustado do último trimestre de 2025, para US$ 557 milhões, e aumento de 3,7% para o indicador no consolidado de ano, para US$ 2,804 bilhões.

Pesaram sobre os resultados a alta dos custos da ração de animais, segundo Tomazoni. Para a Seara, com forte atuação no mercado exportador, a valorização do dólar em relação ao real no fim do ano também influenciou o resultado, segundo o diretor financeiro global, Guilherme Cavalcanti.

O caso de gripe aviária em uma grande comercial no Brasil em maio do ano passado, que levou a suspensões das exportações brasileiras de frango para vários destinos, foi outro fator que orientou os lucros da Seara.

“Quando olhamos para o que passamos com a gripe aviária, o resultado da Seara foi excelente, dadas as condições, com Europa fechada por um tempo, depois a China”, disse Tomazoni na entrevista. “Somos otimistas com os dois negócios de frango. A demanda na Europa está super aquecida, nos Estados Unidos também há uma migração da carne bovina para a de frango e suíno”, continuou.

Foto Flagrante