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Operação

Justiça mantém ‘Princesa do CV’ presa por morte de jovem que criticou facção

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Justiça mantém 'Princesa do CV' presa por morte de jovem que criticou facção
? Foto: Foto: Reprodução

Presa por A 1ª Vara Criminal da cidade de Cáceres (200 Km de Cuiabá) decidiu pela manutenção preventiva da prisão da criminosa Amanda Kess Aguilhera Pereira, líder da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Conhecida como “’Princesa’ do CV”, Amanda foi um dos alvos da Operação Coroa Quebrada, deflagrada pela Polícia Civil em 7 de abril deste ano, após ela ser apontada como a principal suspeita de participação na execução da adolescente Gabriela da Silva Pereira, de 16 anos, ocorrida no município em setembro de 2024.

A decisão foi assinada juiz José Eduardo Mariano e foi tomada durante a revisão obrigatória da custódia, realizada a cada 90 dias.

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Além de Amanda, continuam presos Bruno de Oliveira Villas Boas, Junio Souto Rodrigues e Aldo Hansen de Souza, que também respondem pelo crime, que foi motivado por uma afronta de Gabriela, após a jovem fazer uma live nas redes sociais para “falar mal” da maconha vendida pela facção à qual eles pertencem e por uma foto divulgada pela vítima, onde ela fazia o chamado “sinal de três dedos” – que no mundo do crime faz alusão à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) – rival direta do Comando Vermelho à nível nacional.

Na decisão, o magistrado comentou a gravidade do caso e o contexto em que o crime ocorreu. Conforme apontado, a execução da adolescente estaria relacionada à guerra de facções no município, destacando que a violência empregada e a forma como o crime foi praticado indicam risco à ordem pública, justificando a manutenção da prisão de “Princesa”.

O magistrado também entendeu que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes para impedir novas práticas criminosas. Com isso, o processo segue em andamento, e a audiência de instrução e julgamento foi marcada para o dia 12 de maio, quando testemunhas e vítimas devem ser ouvidas.

 

O crime

A polícia foi acionada às 7h do dia 2 de setembro de 2024 para atender uma ocorrência de encontro de cadáver, após uma testemunha que passava pela estrada de chão avistar o corpo de uma jovem perto de uma cerca, com perfurações de faca e o rosto todo desfigurado.

Durante as diligências para identificar quem seria a vítima, os autores e a motivação do crime, os militares descobriram inicialmente que a jovem havia sido amarrada e torturada antes de morrer. Foi averiguado também que três rapazes haviam participado do crime, sendo um de 20, outro de 24 e um infrator, de 16 anos. O primeiro a ser encontrado foi o de 20 anos, que confessou o crime e apontou onde estavam os outros dois comparsas.

Segundo o autor, Gabriela foi executada por fazer parte do Primeiro Comando da Capital (PCC). A jovem tirava fotos fazendo o “sinal de três” com as mãos e recentemente havia feito uma live em sua rede social, onde criticava a qualidade da maconha vendida pelo Comando Vermelho na região.

De acordo com o inquérito policial, Gabriela foi abordada pelos suspeitos junto com uma amiga, que posteriormente foi liberada pelo bando. As duas foram levadas até uma residência, onde foram imobilizadas e interrogadas sob ameaça.

O caso segue sob responsabilidade da Justiça, que deve analisar as provas e depoimentos ao longo da instrução criminal.


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