O agricultor Paulo Faruk de Moraes, de 61 anos, acusado de matar o agrônomo Silas Henrique Palmieri Maia, de 33, teve sua liberdade restituída. Paulo foi preso em Fevereiro do ano passado em um comércio localizado no distrito Novo Paraná, cerca de 25 km de Porto de Gaúchos, local onde aconteceu o crime.
O crime foi motivado por cobrança de dívida proveniente da venda de insumos agrícolas. Segundo o acusado, Silas havia feito várias cobranças, que deixou o réu constrangido, levando ele a cometer o ato.
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso revogou a prisão de Paulo nesta terça-feira (12). O desembargador Paulo da Cunha justificou a concessão da liberdade dizendo que outras medidas cautelares é suficiente para Paulo, no momento. Agora Faruk ficará solto até o seu julgamento no Tribunal do Júri, que deverá acontecer em breve. Nesse dia, ele terá que convencer os jurados das alegações de seu crime, caso contrário ele pode ser condenado.
A defesa de Faruk alegou que ele está arrependido de ter cometido o crime e que carrega a culpa. Além disso, esclareceu que Paulo é réu primário e que os requisitos para que ele ficasse preso, não existe mais.
O réu será obrigado a comparecer mensalmente em juízo, manter atualizado o seu endereço, não manter contato com testemunhas do processo e também irá utilizar tornozeleira eletrônica.
Na cadeia pública de Porto de Gaúchos, onde ficou preso por mais de um ano, ele teve direito a cela individual e até participou de cursos de capacitação durante este período.