Com algumas oscilações, a inflação nos preços em Sinop é estável, dentro da meta do Banco Central e levemente abaixo da média nacional. É o que aponta o relatório divulgado nesta quinta-feira (12), pelo departamento de Economia da Unemat, em parceria com a CDL Sinop – que monitoram a variação dos preços locais há 13 anos.
Para medir o IPC-Sinop (Índice de Preços ao Consumidor), o departamento registra os preços de itens e serviços distribuídos em 9 cestas de consumo. Alimentação, grupo que representa um quarto da cesta de consumo, subiu +0,31% em janeiro – mostrando uma certa “estabilidade” no preço dos alimentos.
Em contrapartida o segundo grupo mais representativo é Transporte – que envolve desde o preço dos combustíveis, até manutenção mecânica, compra de veículos e serviços como Uber. Na média, todos esses itens ficaram 0,98% mais caros em janeiro de 2026.
A retração nos preços em dois grupos de consumo ajudou a frear a inflação geral. Habitação, que inclui aluguel, custo de moraria, reparos e o valor dos imóveis, caiu -0,14% em janeiro. Vestuário foi o segundo grupo com deflação: -0,11%,
Na prática o impacto econômico é pequeno. A inflação geral de Sinop no mês anterior foi de +0,38%. No acumulado dos últimos 12 meses o aumento nos preços foi de +4,07%. A média nacional no mesmo período foi de +4,44%. Isso significa que R$ 1.000,00 recebidos em fevereiro de 2025 tem um poder de compra atual de R$ 959,30.
Cesta básica
O departamento também acompanha a variação nos preços dos 13 itens que compõem a cesta básica. Não se trata daquelas cestas básicas normalmente doadas por empresas ou entidades. A Cesta Básica oficial tem carne, manteiga, banana, tomate, batata e outros alimentos não perecíveis em quantidades suficientes para manter um adulto nutrido por um mês. É o equivalente a uma “ração humana”.
Segundo o departamento de Economia da Unemat, o custo médio da Cesta Básica em Sinop no mês de janeiro foi de R$ 847,56 – ou seja 0,76% mais cara que no mês anterior. Os alimentos que compõem a cesta básica estavam em queda (ficando mais baratos), desde junho de 2025, chegando a mínima em novembro, quando os mesmos itens custavam 839,45. Os preços voltaram a subir em Dezembro e agora em janeiro. O preço atual é o mesmo do registrado em outubro do ano passado.
A cesta básica local custa o equivalente a 52% de um salário mínimo. O “ideal” é que esse grupo de alimentos básicos não ultrapassasse 24% da renda de um assalariado.