Acontece na tarde do próximo dia (2) de Julho, o eclipse solar, que é quando a lua está alinhada com o sol e a terra. Ele poderá ser observado na maioria do país quase no final da tarde, mas em algumas cidades brasileiras o Sol irá se pôr antes que o fenômeno termine.
Segundo informações do astrônomo Thiago Signorini Goncalves, coordenador de Imprensa da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), de qualquer forma, o eclipse acontecerá durante o pôr do sol. Isto é, o Sol já estará próximo ao horizonte, se pondo, na maior parte dos locais, antes mesmo do eclipse parcial terminar.
Só acontecerá um eclipse solar total visível do Brasil em 30 de abril de 2041. Na América do Sul, depois do fenômeno de 2 de julho 2019, o próximo solar total só ocorrerá em 14 de dezembro de 2020.
De acordo com Telma Cenira Couto da Silva, doutora em Astronomia, em Mato Grosso, 11 cidades poderão apreciar o espetáculo da natureza, entre elas estão:
Cuiabá (16h01min às 17h25min)
Água Boa (17h09min às 18h12min)
Alta Floresta (16h11min às 18h35min)
Barra do Garças (17h06min 18h09min)
Guarantã Do Norte (16h13min às 17h30min)
Lucas do Rio Verde (16h05min às 18h28min)
Rondonópolis (16h01min às 17h17min)
Sinop (16h08min às 17h29min)
Vila Bela da Santíssima Trindade (15h56min às 17h41min)
Aripuanã (16h04min às 17h39min), Juína (16h03min às 17h41min).
Aripuanã, situada a noroeste de Mato Grosso, conseguirá observar todo o eclipse parcial do Sol. Já em Juína os observadores conseguirão observar quase todo o eclipse solar parcial porque quando este terminar o Sol estará no solo, a zero grau.
Por que precisa se proteger para ver o eclipse solar?
Não é recomendado olhar direto para o sol de forma alguma. Para ver o eclipse, assim, é indicado usar proteção; a Nasa indica até alguns modelos de óculos específicos para isso. “A observação de um eclipse do Sol sem um filtro solar apropriado pode queimar a retina e causar cegueira, ou, a destruição do campo visual, explicou Telma.
É possível fazer uma projeção do Sol para tentar observar o fenômeno indiretamente. A indicação é usar folhas de papel cartão, fazer um furinho com uma agulha em uma delas e posicionar de costas para o Sol. A outra folha serve de base para refletir a luz solar – formando o eclipse em “menor escala” e de maneira segura.