O homem de 35 anos preso por matar a ex-companheira, Luiza Regina Oliveira Zanoni, 29, a facadas em Rondonópolis (215 km ao Sul), alegou legítima defesa ao ser abordado pela Polícia Militar. Ele tentou tirar sua própria vida depois de cometer o crime. O estado de saúde não foi divulgado.
Segundo informações preliminares, ele disse à PM que estava dormindo quando a vítima teria invadido a residência e iniciado um ataque com faca, versão que justificaria a reação. No entanto, a narrativa é contestada pela família de Luiza. A irmã da vítima afirmou ter ouvido os gritos no momento das agressões, indicando que a jovem foi surpreendida e não que teria iniciado o confronto. A vítima foi encontrada já sem vida no interior do imóvel, com cortes no pescoço, tórax e maxilar.
Outro ponto que fragiliza a versão apresentada é o histórico do suspeito. De acordo com a Polícia Militar, ele já possuía registro anterior por violência doméstica contra a própria vítima. Além disso, a principal linha de apuração indica que o crime pode ter sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento.
A Polícia Civil vai analisar os depoimentos, laudos periciais e demais elementos colhidos no local para esclarecer a dinâmica do crime e confirmar ou descartar a tese apresentada pelo investigado.
Comoção
A morte de Luiza gerou forte comoção em Rondonópolis. Estudante universitária, ela havia sido recentemente contratada como estagiária na Escola Municipal Firmício Alves Barreto.
Em nota, a Prefeitura de Rondonópolis lamentou a morte da jovem e manifestou solidariedade à família, amigos e à comunidade escolar.
“A administração municipal se solidariza com toda a comunidade escolar e familiares, desejando força e conforto para enfrentar essa perda irreparável”, diz trecho.
A Prefeitura também reforçou o repúdio à violência contra a mulher e destacou a necessidade de enfrentamento rigoroso a esse tipo de crime.