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Falha no laboratório municipal foi específica e durou 15 dias

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Na sessão da Câmara de vereadores desta terça-feira (2), o vereador Billy Dal’Bosco (PR), apresentou um requerimento solicitando informações sobre a compra e abastecimento dos insumos necessários ao funcionamento do Laboratório Público Municipal. Com uma crítica pesada à gestão municipal, o vereador que faz parte da base de sustentação da prefeita Rosana Martinelli (PR), disse que faltam reagentes para a realização de exames de sangue e que o prazo de espera ultrapassa 15 dias. “O município não está fazendo o seu dever de casa. Mais de 15 dias para fazer um exame de sangue é algo inadmissível”, declarou o vereador, dizendo que obteve essas informações com os profissionais de dois postos de coleta do município e que o problema se estende desde janeiro.

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O GC Notícias entrou em contato com o secretário interino de Saúde, Marcelo Klement, solicitando informações sobre o laboratório municipal. A partir da polêmica na Câmara, Klement fez um levantamento junto a coordenadora do laboratório para averiguar a situação. Segundo ele, a falta de reagentes foi específica para alguns exames hormonais – que detectam taxas de determinados hormônios na corrente sanguínea. Segundo o secretário, esses exames não são enquadrados como urgência. Ainda assim, a falta de reagentes durou menos de 15 dias e já foi regularizada, afirmou o interino. “Essa realização de exames já foi normalizada”, garantiu.

O laboratório municipal funciona desde 2013 no prédio construído pelo Estado para abrigar uma farmácia de manipulação (emenda do então deputado Dilceu Dal’Bosco). Essa unidade realizou entre abril de 2016 a abril deste ano 332.599 exames – uma média de 911 exames por dia, considerando sábados, domingos e feriados.

A maior demanda são os exames bioquímicos, que somaram 174,3 mil no intervalo de um ano, seguidos os hematológicos, com 90,3 mil e de imunologia, com 45,5 mil exames. Os diagnósticos hormonais, que registraram o problema de reagentes, corresponderam a 17,2 mil procedimentos no último ano, ou seja, 5,1% do total de exames feitos pelo laboratório.

Em casos de falhas ou problemas administrativos (como a falta de reagentes, afastamento temporário de profissionais ou alta demanda), a secretaria municipal mantém convênios com laboratórios privados que realizam os procedimentos de acordo com os valores pagos pela tabela SUS. Por isso, alguns dos exames expedidos pela rede pública são assinados por outros laboratórios. 

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