A operação é conduzida pelo Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ministério da Defesa, a Abin, a AGU, o Ibama, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional, a Casa Civil e o Censipam.
O governo federal vem sendo pressionado a apresentar um plano de expulsão completo dos invasores e o prazo acaba nesta sexta-feira (27).
Esse documento foi elaborado no âmbito do Comitê Interministerial de Desintrusão de Terras Indígenas (CIDTI).
O texto, mantido sob sigilo por razões operacionais, serve como referência para a retirada de não indígenas e da infraestrutura instalada por eles, garantindo a proteção e preservação do território.
No começo deste mês, uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) bateu recorde ao destruir mais de 40 maquinários em um único dia.
O último recorde diário havia sido registrado no primeiro dia de operação para expulsar os garimpeiros da região, no ano passado, quando foram destruídos 24 equipamentos em um único dia.
Por ser próxima da fronteira com a Bolívia, a região se tornou uma das rotas mais usadas para o tráfico de drogas, segundo a Polícia CiviI.
A partir de 2022, grupos criminosos se infiltraram na região e, em 2023, entraram no garimpo, sendo que parte deles são investigados pela destruição provocada na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
Paralelo a isso, uma operação integrada entre as forças de segurança foi deflagrada em 1º de agosto do ano passado e já destruiu 150 escavadeiras hidráulicas e causou prejuízo de mais de R$ 226 milhões ao garimpo ilegal na região, segundo o Ministério dos Povos Indígenas.
O território abriga uma população de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuído em sete aldeias. Sua extensão perpassa a área dos municípios de Conquista D’oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.
A terra foi homologada em 1985 e, nos últimos anos, tem enfrentado conflitos decorrentes da exploração ilegal do garimpo.
Dos 67 mil hectares, mais de três mil já foram devastados pela exploração ilegal de ouro.
Os agentes suspeitam que há cerca de dois mil garimpeiros e membros de organizações criminosas que atuam dentro do território indígena, o que gera conflitos armados.
Em quase dois meses de operação já foram destruídas na área mais de 160 escavadeiras, centenas de motores e estruturas diversas para suporte logístico das atividades ilegais.
Desde 2023, mais de 460 escavadeiras já foram neutralizadas durante ações de fiscalização em Sararé.