” A gente mandou mensagem nesse número e aí uma mulher respondeu falando que ‘não tinha nenhuma Maria Eduarda ali’. Eu insisti, liguei e quando me atenderam falei ‘Olha eu sou policial, minha filha tá desaparecida e esse número tá registrado no nome dela. Então, como você me explica isso?’ Aí esse número me bloqueou“, relatou a mãe.
Ao g1, Edilma contou que tentou rastrear o telefone da filha, mas o aparelho foi resetado logo em seguida. Sem informações oficiais, ela afirma suspeitar que Maria Eduarda possa ter sido enganada em algum esquema de exploração sexual. Segundo a mãe, a suspeita de que a filha esteja presa se baseia no fato de que ela nunca deixaria a família sem respostas, mesmo que tivesse decidido mudar de vida.
“Eu conheço a índole da minha filha, jamais ela ia deixar a gente sem respostas. Mesmo que ela tivesse ido sem avisar, ela ia chegar lá, ia me ligar e avisar que estava tudo bem. […] Antes dela ir estava tudo certo. Na quinta-feira eu falei com ela, a gente brincou, conversou, ela postou uns dias antes declaração de amor para o marido dela […]”, comentou.
Edilma também afirmou que a filha era escritora e sonhava em crescer profissionalmente. Para a mãe, esse desejo pode ter sido usado por alguém para atrair a jovem com falsas promessas. Ela contou que Maria Eduarda chegou a comentar com uma amiga que havia recebido uma proposta de emprego melhor, mas não revelou quem fez a oferta nem onde seria o trabalho.
“Eu acredito que foi alguma mulher, ela não ia acreditar em homem. Eu acho que foi alguma mulher que eles colocaram para conversar com ela, para ludibriar a cabeça dela” , relatou a mãe.