Passados 24 anos da instalação da Escola Técnica Estadual de Sinop – popularmente chamada de Secitec – a unidade passará por uma grande reforma e ampliação, a primeira desde a construção. A obra está em fase de contratação, através da Concorrência Pública 001/2025, lançada em novembro do ano passado. Nesta quarta-feira (21), a Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação retoma a sessão que deve definir a empresa que irá executar a obra. Três empresas participam do certame. A melhor oferta é da Orgplan Engenharia, com sede em Tangará da Serra e o mesmo tempo de existência do Secitec de Sinop.
Para a reforma e ampliação da Escola Técnica, o Governo do Estado reservou R$ 9.149.589,19 – que é o teto do processo licitatório. A disputa fez o custo baixar para R$ 8,4 milhões. Do valor original, constante no edital, R$ 5,9 milhões são para a reforma da unidade, R$ 333 mil para a ampliação e R$ 2,8 milhões para a construção de uma quadra poliesportiva coberta. O prazo de execução é de 365 dias.
De acordo com os projetos básicos, a reforma da escola inclui a retirada de todos os pisos, revestimentos, portas, janelas, demolição de algumas paredes, de todos os forros, rede elétrica, de dados, água e esgoto. Todas as estruturas velhas deverão ser substituídas por novas, incluindo a cobertura. As aberturas, portas e janelas, deverão ser de esquadrias em alumínio. O teto de telhas termo-acústicas e revestimentos em porcelanato. O novo forro a ser instalado será de gesso acartonado. A reforma cobre os 3 blocos pedagógicos e administrativos, além da guarita.
A segunda frente dessa obra será a ampliação da estrutura. A Escola vai ganhar mais 161 metros quadrados de área construída, um “meio-bloco” com novas salas de aula, um pequeno auditório e laboratório.
A terceira frente é a construção de uma quadra poliesportiva coberta, com 918 metros quadrados de área construída. Com estrutura e cobertura metálica, a quadra terá um piso de 12 cm de concreto, finalizado com granelite e pintada com resina. Além dos equipamentos esportivos, como traves, tabelas de basquete e redes de vólei, a estrutura deve contar com banheiros e vestiários masculino, feminino e adaptados.
No edital o Estado explica a contratação. Os responsáveis pelo projeto que orienta a licitação narram que o longo período sem manutenção resultou em “patologias construtivas visíveis”, como fissuras em alvenarias e estruturas, infiltrações e umidade em lajes e paredes, desgaste acentuado de revestimentos de piso e parede, e esquadrias danificadas, que comprometem o conforto térmico, a salubridade e a segurança dos ambientes.
Os técnicos descrevem que as instalações elétricas, hidráulicas e de lógica estão subdimensionadas e defasadas. A rede elétrica original não suporta a carga exigida pelos modernos equipamentos de laboratório, computadores e sistemas de climatização, resultando em quedas de energia, risco de sobrecargas e incêndios. “O crescimento contínuo do número de alunos e servidores, somado à modernização dos currículos técnicos, tornou a planta original insuficiente. As salas de aula e laboratórios estão superlotadas. Faltam espaços adequados para atividades colaborativas, áreas de convivência para os alunos e ambientes administrativos que comportem a equipe de forma funcional”, relatou a equipe da Secitec.
Quanto a construção de uma quadra poliesportiva a secretaria defende que o espaço é fundamental para a prática de atividades físicas, essenciais para o desenvolvimento integral, a saúde e o bem-estar. Além disso, será um espaço para promover eventos culturais e de integração comunitária.