A delegada avalia que um dos principais desafios para garantir a efetividade das medidas protetivas ainda está relacionado a fatores culturais. Segundo ela, muitos agressores têm dificuldade em aceitar o fim do relacionamento e a autonomia das mulheres, o que pode levar a comportamentos de controle, perseguição e descumprimento das decisões judiciais.
“O maior desafio é cultural. Muitos homens ainda não aceitam o fim do relacionamento ou a autonomia da mulher e insistem em manter controle e perseguição. O controle e ciúmes muitas vezes é naturalizado pela sociedade dizendo que é um comportamento natural do homem, quando na verdade isso é já é crime”, pontuou.