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Elefanta africana é diagnosticada com problemas respiratórios em santuário de MT

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Elefanta africana é diagnosticada com problemas respiratórios em santuário de MT
? Foto: Foto: Reprodução

A elefanta Kenya, de 44 anos, foi diagnosticada por possível problema respiratório e dores nas articulações no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. A informação foi divulgada nesse sábado (13) pelo SEB.

Kenya é a segunda elefanta a viver no santuário após passar boa parte da vida sozinha. Ela percorreu mais de 2 mil km para chegar no novo lar, em julho.

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No comunicado, os veterinários, tratadores e especialistas que acompanham o animal perceberam uma mudança na respiração de Kenya nos últimos dias e, por segurança, já deram entrada com antibióticos e medicamentos respiratórios.

“Já estávamos discutindo com nosso grupo de veterinários e outros especialistas possíveis ajustes no tratamento quando percebemos a mudança na respiração. A possibilidade de esse quadro estar relacionado à dor também fez parte da conversa, mas, por segurança, começamos a tratá-la como um possível problema respiratório”, diz trecho do comunicado.

Na sexta-feira (12), Kenya apresentou uma relativa melhora, com mais disposição e com sinais de que a respiração havia melhorado. Ela havia se alimentado bem e o nível de ansiedade diminuiu um pouco. Porém, no sábado (13), ela acordou ruim. “Suas tratadoras estão passando tempo ao lado dela sempre que parece querer um carinho extra”, diz.

Além disso, Kenya também apresentou problemas nas articulações no início da semana, que começou de forma sutil, com pequenos estalos na pata dianteira direita, e evoluiu para estalos mais altos.

“Isso já foi observado em elefantes africanos em cativeiro e é muito difícil de manejar. Infelizmente, décadas em superfícies compactas causaram não apenas problemas nas patas, que sempre soubemos que ela tinha, mas também danos significativos nas articulações e osteoartrite — ainda uma das principais causas de morte em elefantes cativos”, diz SEB.

Desde que passou a receber a medicação, Kenya tem reagido bem, segundo o SEB. Os exames de sangue dela apresentaram bons resultados para um animal da idade dela, porém, o que foi observado em exames gerais ainda é limitado.

“Antes disso começar, ela já estava tomando anti-inflamatórios não esteroidais e medicamentos para dor, mas o tratamento com laser foi acrescentado ao seu protocolo, e ela está agendada para acupuntura”, acrescenta o comunicado.

O SEB informou ainda que Kenya deve passar por novos exames de sangue para verificar se houve alguma melhora desde o início do tratamento.

Foto Flagrante