Após ser chamado de “louco”, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) partiu para o ataque contra o governador Mauro Mendes (União). Sem aceitar as articulações promovidas pela direita, que caminham para o apoio à candidatura do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) à presidência, o parlamentar radicado nos Estados Unidos afirmou que se hoje vive em um “exílio”, é por causa de políticos como o governador de Mato Grosso.
A discussão começou na última semana, quando Mendes reagiu às falas de Eduardo, que classificou Tarcísio como um político “do sistema” e do agrado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. “O Eduardo Bolsonaro está louco, enlouqueceu. Está falando bobagem, lá nos Estados Unidos, longe da realidade”.
Na mesma entrevista, o governador afirmou respeitar muito o pai de Eduardo, o ex-presidente Jair Bolsonaro que, na visão de Mendes, tem sido injustiçado. “Ele fez uma lambança gigante quando ele defendeu o tarifaço do [presidente dos Estados Unidos Donald] Trump. Foi um grande equívoco que ele cometeu, está perdendo tempo de ficar calado”. Analistas apontam que o tarifaço beneficiou a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Depois da repercussão das declarações de Mendes, Eduardo publicou um vídeo nas redes sociais. “Será que ele aceitará meu desafio contra a injustiça que ele mesmo citou? Depois falam que eu sou brigão. Porém, se eu nada fizer diante desta mentira, haverá duas consequências para mim: vai parecer que ele tem razão, quando a verdade está ao meu lado, e outros ficarão estimulados a imitá-lo”, afirmou o filho do ex-presidente, na postagem feitas nas redes sociais.
No vídeo, Eduardo afirma que o tarifaço imposto por Trump teve como justificativa, entre outras coisas, a situação jurídica do ex-presidente Bolsonaro. “Então, senhor Mauro Mendes, se o senhor não tem coragem de chamar as coisas pelo nome, não me culpe pela sua ‘frouxidão’. Ele aproveitou o vídeo para pedir a Mendes que organize a bancada federal de Mato Grosso para aprovar uma anistia ao ex-presidente.