“Encaminhamento inconsistente, acesso limitado a especialistas e clínicas de memória com recursos insuficientes podem gerar atrasos adicionais. Para alguns, as diferenças linguísticas ou a falta de ferramentas de avaliação culturalmente adequadas podem dificultar ainda mais o acesso ao diagnóstico oportuno”, explica o coautor do estudo, Rafael Del-Pino-Casado.
“Para acelerar o diagnóstico da demência, precisamos de ações em múltiplas frentes. Campanhas de conscientização pública podem ajudar a melhorar a compreensão dos sintomas iniciais e reduzir o estigma, incentivando as pessoas a buscar ajuda mais cedo. A formação de clínicos é fundamental para melhorar o reconhecimento e o encaminhamento precoces, juntamente com o acesso à intervenção precoce e ao apoio individualizado, para que as pessoas com demência e suas famílias possam obter a ajuda de que necessitam”, ressalta Orgeta.