Chegar em casa, tomar um banho quente e assistir um filme para relaxar é o programa favorito de muitos brasileiros. Mas o hábito de deixar o chuveiro o mais quente possível prejudica a pele e deveria ser evitado ao máximo.
Segundo dermatologistas, o banho quente — apesar da sensação de conforto — representa riscos à saúde da pele, mesmo durante o inverno. A água em temperatura elevada dilata os vasos sanguíneos e remove a oleosidade natural da pele, o que pode causar ressecamento, vermelhidão, irritação e até dermatites e urticárias aquagênicas.
De acordo com a médica Claudia Marçal, membro da American Academy of Dermatology, “o único benefício do banho quente é o relaxamento momentâneo — mas ele não compensa os prejuízos à saúde da pele”.
Já o dermatologista André Beber, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que no inverno a nossa pele precisa de mais cuidados por estar fragilizada. “Nessa época do ano, para não perdermos temperatura corporal, a pele só recebe o mínimo de sangue necessário”. E o costume de tomar banho quente agride ainda mais a pele.
Além do corpo, o couro cabeludo também sofre os efeitos da água quente: ela estimula a produção de oleosidade, favorece fungos causadores de caspa e resseca os fios, deixando-os opacos e quebradiços.
Cuidados recomendados:
Prefira banhos em água morna, com temperatura em torno de 37°C — ou o equivalente à do corpo humano. Teste a água no pulso: se estiver agradável, está na temperatura ideal.
Limite o tempo do banho entre 5 e 10 minutos. Quanto mais tempo na água, mais a pele perde sua camada protetora.
Evite o uso de buchas e sabonetes abrasivos. Seque apenas áreas como axilas, pés e região íntima, preferindo sabonetes líquidos ou óleos de banho, menos prejudiciais à barreira cutânea.
Após o banho:
Hidrate o corpo ainda com a pele úmida, com cremes mais densos que contenham ureia, ceramidas, manteiga vegetal ou óleo de avelã — ingredientes que recuperam a barreira lipídica.
Use toalhas felpudas e macias, trocando-as a cada dois dias para evitar fungos e bactérias.