O líder maior da casa de leis de Mato Grosso, sugeriu que a população “cabule” a lei. Especificamente a que se refere a cobrança do pedágio na BR-163. Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (1), o presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (UB), propôs que a população “fure” as cancelas de pedágio da BR-163 e não pague a tarifa caso o Governo no Estado não consiga assumir a concessão da rodovia.
O parlamentar foi questionado sobre o que os deputados poderiam fazer para impedir a cobrança, enquanto o Governo de Mato Grosso não inicia as obras de duplicação. Logo após dizer que estava confiante que o impasse seria resolvido, ele disparou dizendo que a população tem que dar um basta, caso isso não se revolva. “Se não resolver, eu acho que a população tem que dar um basta. Chega, chega! Não dá mais para continuarmos pagando e não se faz nada. Não dá para ficar sendo explorado o tempo todo. Essa é a minha posição. Estou propondo que as pessoas parem de pagar, se não achar uma solução. Não dá para ficar pagando algo 10, 15 anos e não faz nada. Rompam a cancela. Alguma coisa tem que ser feito” disparou Botelho.
Eduardo Botelho afirmou também que teriam pessoas recebendo o faturamento dos pedágios. “Tem gente passando o rodo lá e apanhando dinheiro. Eu acho que o povo tem que começar a ter vergonha.”
No começo do mês, o governador Mauro Mendes (UB) disse que uma pendência com um banco estaria emperrando as tratativas para o Governo do Estado assumir definitivamente a concessão da BR-163. Com isso, o entrave pode refletir no cronograma do Estado para o início das obras de duplicação da rodovia.
Para a concessão, o Governo do Estado já assinou um Termo de Ajustamento Conduta (TAC) com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Concessionária Rota do Oeste (CRO), para transferir o controle acionário da concessionária para a MT Participações e Projetos (MT Par), empresa ligada ao Estado.
Em Mato Grosso, desde 2014, o trecho de 800 km da BR-163 está sob responsabilidade da Concessionária Rota do Oeste, que se comprometeu a duplicar mais de 450 km de asfalto no Estado. Entretanto, apenas 120 km de duplicação foram executados. O não cumprimento do contrato passou a ser apontado como a principal causa de mortes registradas na rodovia.