O delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou nesta quinta-feira (1) que não vai indiciar, neste momento, a empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo, no inquérito que investiga a morte do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá.
O crime ocorreu no dia 5 de dezembro do ano passado, no bairro Bosque da Saúde. Maria Angélica foi presa acusada de ser a mandante do assassinato. Ela foi solta por decisão judicial no último dia 18 de janeiro.
Segundo o delegado, não há elementos suficientes para o indiciamento dela, neste momento. “O que é o indiciamento? É o ato pelo qual a autoridade policial se convence que alguém praticou um delito. E em relação a ela eu não estou convencido e, por isso, ela não vai ser indiciada”, disse o delegado.
A declaração foi feita após oitiva realizada nesta tarde com o coronel aposentado do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado como financiador do crime. Ele está preso no 44º Batalhão de Infantaria Motorizado.
Em relação a ele e os dois demais presos – Antônio Gomes da Silva, suposto executor do crime, e Hedilerson Martins Barbosa, que teria intermediado o assassinato – o delegado afirmou ter provas suficientes e irá indiciá-los por homicídio qualificado.
O crime
O assassinato ocorreu quando o advogado deixava o escritório Zampieri & Campos, do qual era sócio. Uma câmera de segurança registrou o momento da execução.
Pelas imagens divulgadas na época é possível ver o momento em que o advogado entra em seu veículo, um Fiat Toro, e é surpreendido pelo assassino que passava a pé pela calçada. Ele atirou várias vezes contra a vítima e depois fugiu.